Bar do Nonô e seu caldo de mocotó vão virar documentário

Campanha de financiamento coletivo está no ar para viabilizar produção sobre um dos bares mais tradicionais de Belo Horizonte

por Eduardo Tristão Girão 16/11/2015 18:34

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.



Três publicitários de Belo Horizonte lançaram recentemente campanha de financiamento coletivo na internet para produzir documentário sobre o Bar do Nonô, reduto boêmio de Belo Horizonte conhecido pelo caldo de mocotó. O projeto foi orçado em R$ 25 mil e há diversas cotas de colaboração com valores entre R$ 15 e R$ 2 mil – as recompensas incluem menção do nome nos créditos, livro sobre a casa e kit com caldos e cervejas, entre outros itens. A campanha ficará no ar por três meses e também é possível colaborar por meio de dedução de imposto de renda.

“Estávamos procurando um tema de cultura popular de Belo Horizonte e esse é um bar bem antigo na cidade, que muita gente conhece, tem história e é um local de passagem. Tem vários tipos de pessoas que passam por lá o dia inteiro, daí termos nos interessado também nas histórias delas. Queremos contar a história do bar por meio dos clientes, pois muitos foram levados pelo pai, que foi levado pelo avô e por aí vai. Vamos contar isso como se fosse uma grande conversa de bar”, conta a diretora Luiz Garcia, responsável pelo projeto ao lado de Breno Alvarenga e Bárbara Monteiro.
Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Bar do Nonô serve o caldo de mocotó há mais de 50 anos e é um dos poucos abertos 24 horas (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
Inicialmente, conta ela, a ideia era realizar um curta metragem sobre o local, mas a pesquisa animou o trio, que redefiniu o objetivo e passou a trabalhar com a ideia de um documentário com duração entre 30 e 50 minutos.

 

Com 51 anos de existência, o bar é comandado pelos cinco filhos do fundador, Nonô, que começou a servir o caldo numa pequena banca, no Barreiro, na época que a Mannesmann desenvolveu a região.

 

A aceitação entre os operários o encorajou a abrir o bar que, mais tarde, seria transferido para o endereço atual. Uma das características do local é reunir gente de diferentes perfis. De gari a desembargador, por exemplo.

Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press
Dênio Gabriel, filho de Nonô, é um dos herdeiros que mantêm viva a receita do pai (foto: Alexandre Guzanshe/EM/D.A Press)
O Bar do Nonô é das poucas casas da cidade que funcionam 24h por dia. É aberta às segundas, às 6h, e fechada aos sábados, 0h. Mais de uma tonelada de mocotó (unha, canela e panturrilha de boi) é utilizada por semana para a produção dos caldos, servidos o dia todo, faça frio ou calor. Cada caneca leva, por cima, cebolinha picada e, na versão completa da pedida, dois ovos de codorna crus, que cozinham no calor do caldo. A cerveja preta Caracu é o acompanhamento tradicional, sendo que o bar é o maior vendedor dela no país – são cerca de cinco mil latas por mês.

 

 

Quer contribuir? Acesse a página da campanha de financiamento coletivo.

 

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE GASTRONOMIA