Venda do queijo minas artesanal mofado cresce apesar do estranhamento

Fregueses mudam de opinião depois de provar uma fatia. A procura por queijos mofados aumentou 15%

por Eduardo Tristão Girão 20/10/2015 17:03

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Ramon Lisboa E.M/D.A. Press
Procura por queijos de minas mofados forma fila nos estabelecimentos especializados (foto: Ramon Lisboa E.M/D.A. Press)
De-Lá, Néctar do Cerrado e Roça Capital são os principais endereços de BH para encontrar queijo de minas artesanal mofado. Em geral, apesar da reação inicial de estranhamento, muitos fregueses acabam derrubando o receio após provar uma fatia – e conversar um pouco.

“As pessoas estão abertas. Lojas que se dão ao trabalho de oferecer uma prova e contar história abrem espaço. O atendimento mais próximo favorece. Tem gente que acha que esses queijos nem são mineiros”, diz Laura Cota, proprietária da De-Lá.

Por achar o queijo do produtor Luciano Machado fora do comum, Cássio Avelino, dono da Néctar do Cerrado, brinca de chamá-lo de “brie da Canastra”: recebe de 10 a 12 peças dele por mês e nos meses mais frios é comum formar lista de espera para comprá-lo. “A pergunta mais feita é se a casca pode ser comida ou não. Eu gosto e acho que o sabor e a picância estão concentrados ali”, diz ele.

Lá, os mofados (que custam cerca de 20% a mais) representam até 15% das vendas. Guilherme Vieira, proprietário da Roça Capital, onde há oito mofados em oferta, resume: “Quanto mais estranho, mais o queijo chama a atenção, mas se não fizéssemos degustação, provavelmente não venderíamos. Quem experimenta geralmente opta pelo mofado”.

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