Bares e restaurantes de BH oferecem menus caprichados para o fim de noite

Ostra empanada, cannoli e hambúrguer com cebola caramelizada estão entre as pedidas

por Eduardo Tristão Girão 22/05/2015 08:11

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Marcos Vieira/EM/D.A Press
Depois da meia-noite, o chef Nádio Damásio, Marise e Denise Rache batem ponto no D'Artagnan (foto: Marcos Vieira/EM/D.A Press)
Ok, todo mundo sabe que Bolão, Casa dos Contos, Cantina do Lucas e Chopp da Fábrica (para não falar dos trailers) ficam abertos até bem tarde. Mas, fora isso, onde mais comer em Belo Horizonte quando a noite avança? É claro que tudo tem a sua hora, mas, definitivamente, não é preciso ficar refém dos mexidos e PFs só porque já é um tanto tarde. De comida contemporânea a sanduíches incrementados, passando por bares que apostam em bons pratos, há opções variadas, e elas não são tão minguadas quanto pode parecer.

Não dá para querer um menu degustação harmonizado às 4h, claro, mas diversas casas aceitam pedidos até 1h, horário que torna viável sentar para jantar depois de assistir a um espetáculo ou sair da última sessão de cinema. Um desses endereços é o Alma Chef, restaurante dos chefs Felipe Rameh e Thiago Guerra, em Lourdes, que completa um ano mês que vem. De segunda a quinta-feira, a cozinha de lá encerra os pedidos à meia-noite, mas às sextas e sábados fecha uma hora mais tarde.

“A maioria das pessoas que aparece mais tarde está vindo do cinema ou de show. Outro dia, fui assistir a uma peça e, na volta, reencontrei gente que estava chegando para jantar”, conta Rameh. Não é tanta gente assim que chega tarde para comer, confessa, motivo pelo qual fica a pergunta: vale a pena? “Este restaurante é um jumbo. Nossos custos são muito altos e tenho de aproveitar o fim de semana. São dois turnos de funcionários e a equipe que solta pratos até 1h chega às 17h”, explica o chef.

Entre os pratos individuais que nada se parecem com a clássica “comida da madrugada” estão o acém (não se engane, é um corte de macio e saboroso, de gado angus australiano) grelhado com musseline de batata e fios de batata crocante (R$ 76) e o espaguete com tomate, burrata e basílico (R$ 49). Para abrir o apetite, dá pra sair do lugar comum com a porção de mini hambúrgueres de ostra empanada com molho tártaro, alface romana e picles de cebola e de pepino (R$ 64, cinco unidades). A de coxinha de rabada sai por R$ 32 (com oito).

LOURDES Bem perto dali, no cruzamento mais disputado de Lourdes (ruas Tomaz Gonzaga com Curitiba), o D’Artagnan se revela outra opção interessante para quem chega mais tarde. A exemplo do Alma Chef, ele amplia até 1h, às sextas-feiras e sábados, o prazo para aceitar pedidos. “Claramente, chegam pessoas depois de eventos, por volta das 23h30. A gente aceita e atende o cliente. Comer com pressa não é nada agradável, as pessoas querem jantar sem estresse”, comenta Marise Rache, chef e proprietária.

Ela traz para a cozinha produtos feitos artesanalmente na fazenda da família em Moeda, como a compota de jabuticaba usada no molho que acompanha o lombinho de porco com “risoto” de canjiquinha e taioba (R$ 64, individual). Como entradas, há empada de camarão com requeijão (R$ 8) e tartar de atum com abacate e molho de gengibre (R$ 35). Para encerrar a noite, sugestão de Marise é o cannoli recheado com cream cheese, doce de laranja da terra cristalizada e sorvete de pistache (R$ 20).

O chef italiano Massimo Battaglini adota como regra em suas casas – Osteria Mattiazzi, em Santa Efigênia, e Salumeria Central e Pecatore, na Floresta – o fechamento da cozinha à 1h, entre quinta-feira e sábado. “A gente usa o bom senso de passar nas mesas 15 minutos antes disso para ver quem ainda quer algo. O público da segunda rodada, que chega por volta de 23h30, consegue comer um jantar completo tranquilamente. Além disso, fechamos a cozinha, mas não botamos ninguém para fora. Os garçons atendem quem está lá por pelos menos mais uma hora”, diz.


Marcos Vieira/E.M/D.A/Press
No Albanos, garçons atendem até as 2h no fim de semana (foto: Marcos Vieira/E.M/D.A/Press)
CHOPE
Se a ideia não é jantar, mas seguir pela noite com petiscos, a choperia Albanos é outro endereço certeiro. A partir de quarta-feira, a cozinha funciona até 1h – às sextas e sábados, costuma dar tempo de fazer pedidos até perto das 2h; isso vale para as duas unidades, nos bairros Anchieta e Lourdes. “Temos funcionários entrando em três horários diferentes para ficar até as 4h. Não mandamos ninguém embora. Chope sai até o último cliente mesmo”, comenta o gerente operacional Adori Gracia. Ele também é responsável pelo alemão Haus, no Santo Agostinho, que segue o mesmo horário.

Famoso pelo chope (R$ 6,90), disponível em 10 tiradas diferentes (combinações entre líquido e colarinho claro e escuro), o Albanos é um bar que aposta em comida. Entre as opções de tira-gosto, os combinados são destaque, pois reúnem diferentes itens para compartilhar no mesmo prato. O mais incrementado é o Minas 1 (R$ 53), que chega à mesa com carne de sereno, linguiça, costelinha defumada, mandioca e batatas fritas. Entre outras pedidas estão as porções de bolinho de canjiquinha (R$ 29; 16 unidades) e de filé a parmegiana à palito (R$ 58).
 
Hambúrguer, jazz e rock
 
Foi-se o tempo em que optar por um sanduíche tarde da noite implicava em comer exclusivamente aquele hambúrguer feito com bife industrializado, congelado, fininho e sem graça – e em pé, no meio da rua. Na hamburgueria Duke’n’Duke, que tem unidades na Savassi e no Edifício Maletta, no Centro, o ambiente é aconchegante e a trilha sonora inclui jazz, soul e rock inglês. A cozinha atende até 1h às sextas e sábados, mas prolonga o horário se a casa estiver cheia.

“Sempre temos bastante movimento até 1h e a saideira de bebidas dura mais de uma hora. Para quem está saindo de show ou cinema, é tranquilo – esse horário também vale em véspera de feriado”, afirma Leo Soares, um dos proprietários. Feitos com picanha e preparados em grelha, os hambúrgueres mais vendidos são o Montgomery (com cebola caramelizada na cerveja Guinness e cheddar, R$ 31,30) e o Armstrong (bacon, queijo prato, cebola roxa, alface americana e molho da casa com cubos de tomate e especiarias, R$ 31,30) – ambos vêm com batatas fritas.

A aposta não é apenas nos hambúrgueres, mas também em cerveja, com carta formada por 40 rótulos em garrafa, incluindo vários importados. Chopes são três: um pale ale exclusivo da casa, feito pela cervejaria mineira Wäls (R$ 13,10, 340ml), o stout irlandês Guinness (R$ 24,50, 340ml) e um terceiro que varia sempre, em consonância com a temperatura. A cada 15 dias, chegam cervejas sazonais por lá. Novidade: os sócios planejam abrir a terceira unidade

Nesse mesmo espírito, vale destacar também o Der Famous, outra referência em sanduíche na cidade. Em vez de hambúrguer, o foco é o pão com linguiça em versões com diferentes receitas do embutido, produzidas em BH pela família Haag, tradicional no ramo. Até 1h, às sextas e sábados, é possível experimentar pedidas como o Beckenbauer (pão australiano, linguiça landjager picante e molho de tomate com pimenta chili e hortelã, R$ 20,60) e o Beethoven (pão de sal, salsicha frankfurter e cebola caramelizada no uísque, R$ 20,60). Para beber, chopes de 300ml (pale ale da Taberna do Vale a R$ 8,10, e de trigo da Colorado, a R$ 8,90), além de 11 cervejas em garrafa, incluindo a ESB da mineira Brücke (R$ 22, 600ml).

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