Novo restaurante no Lourdes serve de clássicos a pratos diferenciados

O chef Hidemi Nakao está no comando do Kazuki

por e 26/12/2014 00:13

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Paula Huven/Esp. EM/D. A Press
(foto: Paula Huven/Esp. EM/D. A Press)

Restaurante japonês recém-aberto na cidade, o Kazuki tem como sócio Hidemi Nakao, um dos irmãos que abriram, nos anos 1980, o Sushi Naka, respeitado endereço do gênero na cidade. Entretanto, não é recomendável esperar da nova casa aquela simplicidade no ambiente e aquela cozinha focada na tradição. Não que o local seja luxuoso (e os combinados, tempuras etc. estão lá), mas a proposta é outra, mais próxima da forma como opera a concorrência local, em Lourdes.

Estão no cardápio itens que no Sushi Naka seriam impensáveis como cream cheese, azeite de trufa, mostarda dijon e foie gras. Seguindo na mesma comparação, a seção de bebidas chega a parecer exuberante (sem ser), com cervejas da marca mineira Áustria (a partir de R$ 9,90, garrafa de 600ml), chope (R$ 6) e, em breve, quatro rótulos de shochu (destilado japonês) e maior variedade de saquês importados, além de carta com 41 vinhos (a partir de R$ 48, garrafa). Não há cerveja japonesa.

Nascido em Campo Grande (MS), Nakao aprendeu a cozinhar com os pais, que trabalhavam em restaurantes japoneses do bairro paulistano Liberdade – antes de se tornar sushiman, atuou como analista químico em galvanoplastia. Quando a família se mudou para Belo Horizonte, abriu o Mikado, que funcionou por cinco anos até a abertura do Sushi Naka. Ele se desligou da casa há 16 anos: desde então, atua em eventos com seu bufê, Hide Zushi.

“A parte clássica do cardápio é igual a do Sushi Naka, embora tecnicamente existam diferenças. Eu, por exemplo, não corto o sushi ao meio como fazem lá. Isso ajuda a oxidar o peixe mais depressa”, argumenta. Insatisfeito com a qualificação da mão de obra para o setor, Nakao trouxe para a cozinha as filhas Pabline e Caroline (responsáveis pela parte quente do cardápio) e os sushimen Vilson Rodrigues (com quem já trabalhava no bufê) e Paulo Miyamoto (que acaba de retornar de temporada em restaurantes no Japão).

BARRIGA A equipe trabalha com atum, salmão, olho de boi, linguado, pargo, peixe-serra e agulhão, além dos crustáceos, moluscos e mariscos mais populares. Combinados custam a partir de R$ 38 e há também porções menores de maki, nigiri, uramaki e gunkan, bem como temakis. Para alguns peixes (não só o atum), oferece opção de pedir o toro, corte mais gordo e caro, geralmente extraído da barriga (R$ 30, porção de cinco sashimis). Esta semana, deverá chegar remessa de sanma, espécie que os japoneses chamam de peixe de outono e que assemelha-se à sardinha.

Saem do comum pedidas como o nigiri de salmão tostado no maçarico com azeite de trufa e especiarias (R$ 39, cinco unidades), o sushi de ostra em conserva (R$ 15, duas unidades) e o sashimi de polvo com mostardas karashi (japonesa) e dijon (R$ 35, 15 unidades). Na despensa da casa há boa variedade de ovas (salmão, peixe-voador, capelin, ouriço e bacalhau), kampyo (tiras reidratadas da casca de uma espécie de abóbora), enguia, hadoque escocês defumado e kani feito com carne de centolla (caranguejo gigante sulamericano). As vieiras utilizadas na casa são congeladas (importadas do Canadá).

Tempuras, massas, cozidos, teppanyakis (carnes com legumes na chapa), robatas (espetos grelhados) e entradas (cogumelos shimeji na manteiga, lula salteada com nirá, missoshiro, camarão empanado etc) formam a parte quente do cardápio. É possível optar por menu degustação (R$ 200 por pessoa), incluindo quatro pratos quentes e número indefinido de pedidas frias, criadas na hora. Por fim, a exemplo do Sushi Naka, não há sobremesa.

 

Kazuki
Rua Marília de Dirceu, 170, Lourdes. (31) 3317-0405. Aberto de segunda a sexta, das 18h à 1h; sábado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 23h. 

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