Chefs brasileiros querem incluir gastronomia na Lei Rouanet

Líder do projeto é o chef paulista Alex Atala

por e Mariana Vieira 11/12/2014 08:47

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Reprodução
Chefs brasiliense se juntam a Alex Atala em movimento (foto: Reprodução)
Comida é cultura? Para quem trabalha todos os dias com alimento, uma boa feijoada é tão cultural quanto uma peça de teatro, um filme ou um livro. À partir deste entendimento, o chef Alex Atala, do paulistano D.O.M (terceiro melhor restaurante da América Latina), lançou um manifesto pelo reconhecimento da gastronomia como expressão cultural.

Junto ao Instituto Atá, do qual é um dos diretores e colabora para estruturar todas as cadeiras que envolvem o alimento, Atala pretende recolher 1 milhão de assinaturas para pressionar a votação do Projeto de Lei 6562/13 no Congresso Nacional.

O projeto, que existe desde 2013 e está em análise na Câmara dos Deputados, consiste na incorporação da gastronomia à Lei Rouanet, proporcionando incentivos fiscais a quem apoiar projetos relacionados à gastronomia brasileira.


Para dar visibilidade à causa, foi criada a hashtag #eucomocultura, publicada junto com fotos de pratos bem brasileiros, como vatapá, pão de queijo e virado à paulista.

Em Brasília, profissionais do setor, como Marcos Lélis, Renata Carvalho, Sebastian Parole já postaram fotos. “Essa discussão vem de muito tempo porque a gastronomia faz parte da cultura mas não é reconhecida legalmente”, explica o chef Agenor Maia, do restaurante Olivae.

Ele é um dos colaboradores do Instituto Atá em Brasília e seu restaurante é um dos pontos de coleta das assinaturas, que devem ser impressas e assinadas para serem encaminhadas à sede do Atá. “As fotos dos pratos é uma forma de viralizar para recolher assinaturas, que não tem valor se forem apenas na internet”, explica. As assinaturas devem ser recolhidas até fevereiro do próximo ano.

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