Taberna do Vale recria clima tipicamente europeu em pleno Jardim Canadá

Felipe Viegas aposta todas as fichas no mercado cervejeiro e abre um pub anexo à sua fábrica

por 29/08/2014 08:44

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André Hauck/Esp. EM
Na Taberna do Vale, o fish and chips é feito com bacalhau fresco empanado na cerveja e servido com batatas fritas (foto: André Hauck/Esp. EM)
O interesse de Felipe Viegas pela cerveja surgiu, curiosamente, quando trabalhava na Casa Rio Verde, importadora especializada em vinhos. Logo em seguida, tornou-se vendedor da Bier & Wein, que tem como foco o mercado cervejeiro. Com o crescimento do interesse pela bebida, ele não tardou a iniciar produção artesanal, em 2005. Tornou-se conhecido pelos cursos para cervejeiros caseiros e por fornecer seu próprio chope a bares de BH. Agora, finalmente abre as portas de seu pub no Jardim Canadá, em Nova Lima, anexo à fábrica.

“Quero que a pessoa pense que está em Londres, Dublin ou Munique. Sou careta, não gosto de reinventar nada. Minha cerveja de trigo é feita para ser igual a alemã. Já a dry stout da casa é seca, sem corpo, pouco gasosa e cremosa como a Guinness”, resume Viegas. Não por acaso, comemora os resultados da sua participação na quarta edição da South Beer Cup, competição que reuniu cervejarias sul-americanas na capital mineira este ano: sua brown ale rendeu medalha de bronze e a dry stout foi finalista.

Pequeno, o espaço que ele construiu para servir essas e as outras cervejas que produz é preenchido com mesas e cadeiras de madeira, decorado com objetos que fazem parte da coleção de Viegas (copos, canecas, pôsteres, bolachas) e iluminado basicamente pelos luminosos de cervajarias. Na entrada, o freguês poderá observar o portão medieval em forma de arco, incrementado com antigas dobradiças de ferro e uma chave que não cabe na mão.

Atrás dos seis bicos de chope no balcão está um quadro negro com a oferta atualizada de cervejas extraídas direto do barril. Essa oferta costuma variar, mas sempre é possível encontrar a pilsen Bicame (R$ 6, 300ml), a de trigo Carolweiss (R$ 8, 300ml) e a dry stout (R$ 8, 300ml) todos estão disponíveis em tiradas de 540ml e 1l. A fábrica produz 22 estilos de cerveja e dá para beber qualquer um deles em garrafa (600ml) por preços entre R$ 10 e R$ 15, em média. Há growlers (jarros de cerâmica arrolhados com capacidade para 2l) para levar a bebida para casa.

O cardápio se destaca pelo uso das cervejas locais no preparo dos petiscos. O fish and chips, por exemplo, é feito com bacalhau fresco empanado na cerveja e servido com batatas fritas (R$ 42,90). Já a tradicional torta inglesa de cerveja Guinness com carne de boi é feita com a dry stout da casa e preparada em versão individual (R$ 14,90), enquanto a costelinha tem seu molho barbecue prepado com pale ale (R$ 39). Com a mesma dry stout, a chef Karen Esteves faz um tiramisù (R$ 9,90).

Pólo
O curso de cervejeiro caseiro continua sendo oferecido, agora com melhor estrutura. Custa R$ 490 por pessoa, dura três dias e é limitado a 25 alunos, incluindo temas como história e cultura cervejeira, princípios de harmonização (com degustações) e a produção propriamente dita em teoria e prática. “Minha ideia é ganhar o aluno e convertê-lo para que nunca mais tome Skol. Queremos fazer de Nova Lima a referência cervejeira principal da América do Sul”, diz Viegas. Atualmente, há sete cervejarias instaladas só no Jardim Canadá e a cidade abriga o evento anual Uaiktoberfest.

Taberna do Vale
Avenida Canadá, 968, Jardim Canadá. (31) 3581-3047. Aberto sexta, das 19h à 0h; sábado, das 14h à 0h.

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