Tiradentes abre festival com destaque para os chefs nacionais

Restaurantes montam estantes ao ar livre

por Eduardo Tristão Girão 24/08/2013 08:42

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De Tiradentes
A 16ª edição do Festival de Cultura e Gastronomia de Tiradentes, que começou ontem na cidade histórica mineira, promete ser das mais significativas. Em vez de franceses, espanhóis e italianos, são os chefs brasileiros e latino-americanos as estrelas dos festins, os jantares especiais que funcionam como vitrine do evento. Além disso, a programação gratuita nos largos das Forras e da Rodoviária foi incrementada, incluindo degustações, cursos, palestras e debates. Restaurantes locais e de Belo Horizonte estão com estandes ao ar livre.

“Historicamente, o festival sempre esteve muito ligado aos festins. Aos poucos, estamos colocando mais cursos e restaurantes na rua, envolvendo a cidade. Antes, ninguém queria montar estande na rua, existia resistência por parte dos chefs”, afirma Rodrigo Ferraz, organizador do evento. Para ele, o momento atual é propício para dar visibilidade aos chefs nacionais. “Tanto que o festim dos mineiros foi o segundo a se esgotar”, conta.

No caso, ele se refere a Felipe Rameh (Trindade, BH), Henrique Gilberto (Belo Comidaria, BH) e Leonardo Paixão (Glouton, BH), que comandarão juntos festim hoje à noite na Pousada Brisa da Serra. No cardápio deles, receitas que refletem suas pesquisas com ingredientes mineiros, como terrine de foie gras com jabuticaba; papada de porco ao molho de rapadura com mil folhas de mandioca; e uma curiosa harmonização de queijos e doces típicos do estado.

Mantendo a linha brasileira, os chefs Celso Freire (Zea Maïs, Curitiba) e Tereza Paim (Casa de Tereza, Salvador) assinaram ontem festim a quatro mãos no espírito do intenso trabalho de pesquisa alimentar feito pelo projeto Expedição Brasil Gastronômico (ligado ao festival) na Bahia, Mato Grosso, Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo e do Distrito Federal. Ela trouxe maturi (castanha de caju verde) e ele, ricota de cabra.

“O mundo todo está de olho no Brasil e hoje somos reconhecidos pela pela nossa própria comida. Temos acesso a técnicas e tecnologia para cozinhar cada vez melhor. Essa é a vantagem da globalização”, acredita Tereza Paim. Ariani Malouf (Mahalo, Cuiabá), Benny Novak (Ici Bistrô, São Paulo), Carla Tellini (Bah, Porto Alegre) e William Chen Yen (Brasília) são os outros chefs dos festins deste fim de semana.

PROGRAMA CULTURAL Hoje, a partir das 10h, haverá degustações de mel de abelha nativa, espumante nacional e queijos mineiros, entre outras, em restaurantes dos largos das Forras e da Rodoviária. A programação para hoje e amanhã inclui intervenções teatrais, exposições e shows como os do acordeonista gaúcho Renato Borghetti (hoje, às 21h30) e do grupo de choro belo-horizontino Pedacinhos do Céu (amanhã, às 11h). Hoje, às 11h, será aberta na futura sede do Museu de Sant’Ana (antiga Cadeia Pública) a exposição itinerante Oratórios – Relíquas do Barroco Brasileiro, com 115 oratórios, objetos e imagens sacras dos séculos 17 a 20 pertencentes ao acervo do Museu do Oratório, em Ouro Preto.

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