Mini dicionário de vinhos: aprenda mais sobre o universo da bebida

Conheça os termos mais usados por enófilos e compreenda o significado das expressões

por AFP/ Relaxnews 07/08/2013 15:35

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Maria Tereza Correia/EM/D.A Press
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press)
Às vezes parece que só os enófilos, apaixonados por vinhos, conseguem fazem bons negócios e entender certos termos, mas o universo da bebida pode ficar cada vez menos complicado: basta o apreciador iniciante meter o nariz. Confira um pequeno dicionário com 10 vocábulos indispensáveis para entender sobre vinhos.

 

Denominação: Chablis, Cabernet-d'Anjou, Puligny-montrachet, Saint-émilion, Pessac-Léognan...  Tais nomes ressoam no coração dos enófilos, mas alguns desses nomes podem ser familiares mesmo para amadores, sem saber a que exatamente dizem respeito. O universo dos vinhos é regido e organizado pelas denominações, concedidas em diferentes escalas. Elas permitem identificar zonas geográficas (comuna, região) onde as uvas utilizadas para a fabricação do vinho foram cultivadas. Os vinhos são classificados em três grandes categorias: vinhos sem indicação geográfica (normalmente, os vinhos de mesa), vinhos com indicação geográfica e vinhos AOC, do francês "Appellations d'Origine Contrôlée" (Denominação de Origem Controlada).

 

Cepa: enquanto para maçãs e outras frutas usamos a palavra "variedade", para uvas é usado o nome "cepa". As variedades de uvas são numerosas e explicam a capacidade dos vinhedos de produzir vinhos diferentes. Mais que a fruta unicamente, a cepa designa a videira na sua totalidade, considerando a fruta, as folhas e as raízes. Entre as cepas mais conhecidas, temos as que fabricam vinhos tintos: Cabernet franc, Cabernet-sauvignon, Gamay, Merlot, Pinot noir, Syrah e Grenache. Para vinhos brancos, as estrelas das vinícolas francesas são: Chardonnay, Chenin blanc, Moscatel, Riesling, Sauvignon blanc e Sémillon.

 

Ambientar: diz-se "ambientar o vinho". Esta prática consiste em tirar a garrafa da adega para que ela fique em temperatura ambiente, do ambiente onde o vinho será degustado. Costuma ser algo entre 18ºC (na França). A expressão vem de uma época em que não havia aquecimento e a prática era necessária.

 

Safra: Trata-se do ano em que o vinho foi feito e que suas uvas foram colhidas. É indispensável para os conhecedores sabê-lo pois a qualidade das uvas varia de acordo com as condições climáticas, que podem mudar de um ano para outro. Mas atenção: uma boa safra em uma região não quer dizer que a região vizinha também tenha tido, mesmo por poderem cultivar tipos de uvas diferentes que reagem ao clima de maneira distinta. Por exemplo: 2010 foi um ano excelente para os vinhos da Borgonha; já sua região vizinha, Beaujolais, teve uma safra melhor em 2009. 

 

Tanino: é só começar a ouvir a fala de um enófilo para detectar as palavras "tanino" ou "tânico". Logo de cara, pense em vinho. è essa substância que dá a sensação de "raspado" na língua: dizemos então que o vinho é tânico. Com o tempo, o tanino torna-se mais suave. 

 

Vinho millésimé: apesar de não possuir tradução exata em português, esse conceito refere-se à safra ("millésime"). Trata-se de vinhos que foram produzidos em um mesmo ano. Para os champanhes, a "assemblage" (mistura) de diferentes anos é muito comum. Vinhos doces naturais, como o Banyuls ou o Rivesaltes, ou vinhos licorosos como os de Charente também precisam de uma assemblage de anos diferentes, normalmente de safras diferentes. 

 

Vinho moelleux: também chamado em português de vinho doce - mas não diz respeito à doçura, e sim à textura. A expressão literalmente significa "vinho mole". Na boca, a textura parece à do veludo. É suave. A taxa de açúcar, que deve estar situada entre 10 e 45 gramas no máximo, distingue um vinho como "moelleux". Os vinhos moelleux são confundidos com frequência com os vinhos licorosos - eles sim, que trazem bastante açúcar, mais de 45g por litro! Na Franca, as denominações que produzem tais vinhos são Gaillac, Vouvray e Jurançon.

 

Vin primeur: Não se sabe se uma vindima é boa ou ruim até o ano seguinte, quando as primeiras garrafas entram em circulação. Um "vin primeur", contudo, é desgustado no mesmo ano da colheita: sua maceração é curta e não dura nem três dias. Dessa maneira, os produtores evitam alguns custos de armazenamento. O vin primeur mais conhecido é, sem dúvida, o Beaujolais Nouveau, degustado a partir da terceira quinta-feira de novembro. O conceito, no entanto, aplica-se a todas as cores de vinho. 

 

Vinificação: é a segunda estapa após a vindima, e a que precede o envelhecimento do vinho. A uva é colocada em um tanque para ser macerada durante alguns dias, e segue-se uma série de processos, com cultura de leveduras naturais para fermentação, etc. É o processo de tranformar a uva em vinho.  

 

Colheita tardia: Quando as uvas amadurecem demais, ficam mais ricas em açúcar e aromas e produzem um vinho peculiar. A Alsácia é expert no assunto, e completam seus rótulos com a expressão em francês "Vendanges Tardives", após as denominações Alsace ou Alsace Grand Cru. Algumas cepas são mais propícias a vinhos de colheita tardia, como o Gewürztraminer, o Pinot gris, o Riesling e o Moscatel.



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