Importador de suas bebidas, restaurante Au Bon Vivant reduz o custo das garrafas

Silvana e Philippe Watel comandam o espaço, aberto esta semana no Bairro Cruzeiro

por Eduardo Tristão Girão 17/05/2013 08:00

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Daniel Protzner/Esp. EM/D. A Press
(foto: Daniel Protzner/Esp. EM/D. A Press)
É caro beber vinho na maioria dos restaurantes de Belo Horizonte, motivo pelo qual chama a atenção a carta apresentada pelo Restaurante Au Bon Vivant, aberto esta semana e que reproduz ambiente e cardápio de bistrô no Bairro Cruzeiro. Não é extensa (são apenas 35 rótulos) e conta exclusivamente com rótulos franceses, mas se destaca pela proeza de manter os preços em torno de R$ 50 (garrafa) e, mais do que isso, listar quase todos os rótulos em taça (125ml; muitas a cerca de R$ 10) e jarra (500ml).

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A “mágica” é feita da seguinte forma: o restaurante é também o importador de seus vinhos e elimina alguns atravessadores ao manter estrutura própria na França, selecionando e exportando rótulos de pequenos produtores e oferecendo-os para levar ou consumir na casa pelo mesmo preço. “Queríamos ter um bar de vinho para degustar um monte de rótulos em taça. Nossa ideia é ter vinhos de denominações de origem menos conhecidas e a bom preço”, explica o francês Philippe Watel, um dos proprietários.


Ele comanda o restaurante ao lado da mulher, Silvana, responsável pela cozinha. Os dois se conheceram na França, para onde ela viajou em busca de formação na área de gastronomia – fez cursos em escolas de Paris (como a Lenôtre e a de alain Ducasse) e passou por restaurantes no interior do país. Vieram para o Brasil há quase 10 anos e montaram um hotel em Morro de São Paulo (BA), que hoje não está mais sob administração deles.


A procura por ponto na capital mineira os levou até imóvel na Rua Pium-í (no início dela, fora da região mais movimentada), que foi reformado tendo como inspiração os bistrôs parisienses. Muita madeira (em estilo clássico, não rústico), piso de ladrilho, mesas forradas com toalhas brancas e reproduções de antigas peças publicitárias francesas nas paredes. Próximo à entrada, há pequeno espaço que faz papel de loja de vinhos, com rótulos entre R$ 38 e R$ 184.


Há desde vinhos de denominações de origem não tão fáceis de encontrar na cidade, como o de sobremesa Jurançon Château de Jurque 2009 (R$ 17, taça; R$ 84, garrafa) a declaradas apostas do proprietário no espírito “bom e barato”, caso do tinto de Bordeaux Château de Fontenille (R$ 10, taça; R$ 49, garrafa). Curiosos podem encontrar, ainda, pinot noir da Alsácia (R$ 14, taça; R$ 64, garrafa). Pequenas fichas de cada um dos rótulos estão à disposição da freguesia. A casa não tem sommelier (de propósito).

Empório A cozinha prepara suas próprias terrines (salmão, foi gras ou de pâté de campagne), rilletes (porco, pato ou coelho), geleias e conservas, todas disponíveis para comer no local ou levra para casa. A propósito, a partir de semana que vem o horário será ampliado para que o restaurante funciona também como empório. Destaca-se também a seção de confeitaria, responsável por quitutes como financier (bolinho de farinha de amêndoa) e speculoos (biscoito de especiarias).


O restante do cardápio conta com pratos individuais baseados no receituário clássico francês, como sopa de cebola gratinada (R$ 19), ratatouille gratinada com queijo de cabra (R$ 30), pato ao molho de laranja com cenoura e cebola glaceadas (R$ 61), costeleta de cordeiro em crosta de limão siciliano com ratatouille (R$ 65) e bouef bourguignon com musseline de batata (R$ 45). Para sobremesa, opções são crème brûlée com baunilha de Madagascar (R$ 17), tarte tatin (R$ 15) e crepe suzette (R$ 16). O restaurante não cobra pela água filtrada, servida em jarra.

 

Au bon vivant
Rua Pium-í, 229, Cruzeiro. (31) 3227-7764. Aberto de terça a sábado, das 19h às 23h30.

 

 

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