Novos restaurantes da culinária portuguesa engrossam as opções para a semana santa

Bacalhau é prato predominante nos espaços dedicados à comida da terrinha

por Eduardo Tristão Girão 29/03/2013 08:00

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André Hauck/Esp. EM/D. A Press
Carlos Castro, chef e proprietário do Caparica, oferece no cardápio, entre outros pratos, polvo à lagareiro e bacalhau assado (foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)
Há tempos a cena de restaurantes portugueses em Belo Horizonte não andava tão movimentada. De um ano para cá, duas casas dessa especialidade abriram as portas, A Tasca (no mês passado, em Lourdes) e Caparica (em setembro, na Savassi), e uma delas sequer chegou a completar um ano de funcionamento (Alma da Velha, no Carmo). Funcionando normalmente, o Verde Gaio planeja para junho mudança de endereço e permanecem nos mesmos locais outras duas casas tradicionais, Taberna Baltazar e Restaurante do Porto.

Nenhum dos novos restaurantes tem proprietário ou chef português, mas ambos mantêm cardápios essencialmente com pratos tradicionais do país europeu. Como de costume, são locais que primam pela variedade de receitas com peixes e frutos do mar (especialmente bacalhau) e, portanto, endereços a serem considerados nesses dias de semana santa. Só no Caparica são 12 pedidas de bacalhau: na maioria delas, o peixe “descansa” em azeite por 15 minutos antes de ir para a panela.

“Como o brasileiro tem viajado cada vez mais a Portugal, passou a comer mais as coisas de lá. As pessoas voltam procurando isso, principalmente um bom bacalhau, aquela posta alta e benfeita”, comenta Carlos Castro, chef e proprietário da casa. Uma das especialidades é o lombo de bacalhau assado com pimentões, cebola, ovo cozido, batata ao murro e azeitonas pretas, servido com arroz branco (R$ 140, para duas pessoas).

Entre outras pedidas típicas com o peixe, há o bacalhau às natas (gratinado com molgo branco, batata palha e, por cima, parmesão; R$ 55, para duas pessoas) e o bolinho de bacalhau, feito na casa e servido em porção com 12 unidades (R$ 20). Aos que querem variar, Carlos sugere receita criada por ele mesmo, o lombo de bacalhau à Setúbal: assado, regado com azeite quente e camarões ao alho e servido com pimentão vermelho e cebola assados e cenoura e ovo cozidos (R$ 120, para duas pessoas).

Fora isso, polvo à lagareiro com arroz de brócolis (R$ 85, para suas pessoas) e linguado grelhado ao molho de limão com purê de batata e arroz (R$ 55, para duas pessoas). “Não sei nada de cozinha francesa e tudo o que faço é tal e qual o que fazia em Portugal”, diz ele. Carlos estudou hotelaria e trabalhou em restaurantes de Costa da Caparica, cidade próxima de Lisboa, no litoral. Para sobremesa, sugere os pastéis de Belém que ele mesmo faz, nas versões tradicional (R$ 3,50) ou diet (R$ 4,50) – a taça de vinho do Porto sai por R$ 12. A propósito, a carta conta apenas com rótulos lusos (entre R$ 40 e R$ 95, garrafa).

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Arroz de polvo com camarão da Taberna Baltazar, opção suculenta da tradicional casa de Belo Horizonte a cidade (foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)

Tudo em família

No caso do A Tasca, a ligação com Portugal é questão de família. A avó de Roseli Carvalho de Figueiredo, uma das proprietárias, era portuguesa e suas irmãs Marilene e Nilva chegaram a morar no país (ambas estão à frente da cozinha agora). No cardápio, só pratos tradicionais lusitanos, a começar pelos bacalhaus à lagareiro (posta assada com batata ao murro e azeite; R$ 69, para duas pessoas), à Gomes de Sá (em lascas com legumes, ovo e azeitona; R$ 46, individual), às natas (R$ 59, para duas pessoas) e à Bras (desfiado e salteado com ovo batido, batata palha, cebola, alho e azeitona; R$ 35, individual).

Na parte de entradas e petiscos, há mais pedidas típicas, incluindo algumas difíceis de encontrar, como o queijo da Serra da Estrela (servido em pedaço de 1/4 e curado) com azeitonas temperadas (R$ 50). Além dela, há tremoços em conserva com orégano (R$ 5, porção), salada de feijão fradinho com sardinha em conserva e ovo de codorna (R$ 15, 200g) e bolinho de bacalhau feito na casa (R$ 15, seis unidades). Para sobremesa, há pastel de belém (R$ 5), leite creme (nome do créme brûlée em Portugal; R$ 7), serradura (feita com chantilly, creme de leite e biscoito; R$ 7) e toucinho do céu (R$ 9), entre outras opções.

“Apostamos num lugar mais despojado, para que as pessoas se sintam à vontade aqui”, conta Roseli, que teve a ajuda do amigo português Ricardo Silvestre para definir alguns detalhes da casa. A carta de vinhos reúne cerca de 80 rótulos, sendo que a maioria é portuguesa (entre R$ 34 e R$ 320, garrafa). Para fechar a refeição, a casa lista bebidas como ginja, licor de amêndoas, vinho do Porto e moscatel de Setúbal (R$ 12, cada dose/taça). O restaurante trabalha com a cerveja portuguesa Super Bock (R$ 6,50, long neck) - a Sagres está para chegar. O café Delta, que também é de lá, está para chegar.

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Bacalhau à lagareiro, prato do Restaurante A Tasca, aberto no mês passado em Belo Horizonte (foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)

ONDE IR

>> Caparica
Rua Alagoas, 601, Savassi, (31) 3261-3313. Aberto de segunda a sábado, das 11h à 0h; domingo, das 11h às 16h.

>> Restaurante do Porto
Rua Conselheiro Lafaiete, 2.099, Cidade Nova, (31) 3482-9870. Aberto de segunda a quarta, das 11h às 23h; de quinta a sábado, das 11h à 0h; domingo, das 11h às 20h.

>> Taberna Baltazar
Rua Oriente, 571, Serra, (31) 3221-7361. Segunda a sexta, das 17h à 1h; sábado e feriado, das 12h à 1h; domingo, das 12h às 18h. (excepcionalmente, não funcionará hoje)

>> A Tasca
Rua Marília de Dirceu, 159, Lourdes.
(31) 3291-0193. Aberto segunda, das 7h30 às 16h; terça a sábado, das 7h30 à 0h; domingo, das 9h às 16h.

>> Verde Gaio
Rua Santa Catarina, 778, Lourdes, (31) 3275-4122. Aberto de terça a sexta, das 18h à 0h; sábado e domingo, das 11h às 17h.

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