Restaurante do Automóvel Clube mescla passado e presente

Rebatizado de Bon Appetit, espaço segue com seus pratos à moda antiga

por Eduardo Tristão Girão 08/02/2013 07:40

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André Hauck/Esp. EM/D. A Press
Bacalhau confitado em azeite com cebola, batata, aspargo fresco e chips de alho (foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)
Subir até o terceiro andar do Automóvel Clube é uma verdadeira viagem no tempo. Não só pela arquitetura ou pelo antigo elevador de porta pantográfica, mas também pelo tradicional restaurante que ali existe desde a inauguração, em 1925. Atualmente passando por revitalização (mas sem fechar as portas), o espaço foi recentemente rebatizado de Bon Appetit e segue com seus pratos à moda antiga. Entretanto, outras mudanças estão a caminho na cozinha.

Escrito em francês (e, em letras menores, em português), o cardápio atual foi impresso no fim dos anos 1990 e tem jeito de antigamente, com itens como coquetel de camarão (R$ 79), tagliatelle à parisiense (R$ 33), lagosta ao thermidor (R$ 120) e banana flambada (R$ 12). Ainda hoje não há preços junto aos nomes dos pratos (o que outrora era considerado deselegante) e só ano passado foi adicionada folha avulsa com os valores.
No comando da cozinha está o chef Nélio Eustáquio Rezende, de 32 anos. Nascido em Contagem e formado no Senac, teve no restaurante do Automóvel Clube seu primeiro emprego. Entrou em 2001, como estagiário e saiu de lá em 2005, como subchef. Até decidir voltar, há três anos, ampliou sua experiência nas cozinhas dos restaurantes O Dádiva e L’Astigiano e no bar Tizé. Retornou à casa como chef e promoveu uma série de mudanças. “Estávamos ouvindo muita reclamação”, revela ele.

André Hauck/Esp. EM/D. A Press
Stinco de cordeiro assado é uma das atrações do cardápio (foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)
Nélio reorganizou a equipe e recuperou alguns procedimentos que andavam meio esquecidos no restaurante, como preparos de molhos e caldos básicos. Além disso, criou dois pratos que, claramente, impõem divisão do tempo no cardápio: bacalhau confitado em azeite com cebola, batata, aspargo fresco e chips de alho (R$ 92) e stinco de cordeiro assado com risoto de cúrcuma e queijo canastra (R$ 80). “É bom colocar novos pratos, mas eles só existem por causa dos velhos”, teoriza.

Orgulhoso por trabalhar num local impregnado de história, o chef garante adorar se dedicar aos pratos clássicos. Conta que sua receita de arroz à piemontesa, servida com filé (R$ 59), também leva molho béchamel e gema de ovo e que a equipe faz questão de manter a finalização de alguns pratos e sobremesas à entrada do salão, feita pelo maître, a exemplo de crepes, camarões e filés. Semana que vem ele embarca para a França para estagiar no restaurante Lou Fassum, do chef Emmanuel Ruz, em Grasse, Sudeste do país.

VINHO

Enquanto isso, a revitalização do restaurante segue em frente. Um dos ambientes acomodará adega climatizada para cerca de 800 garrafas, o que certamente estimulará o aumento da carta de vinhos, atualmente restrita à 28 rótulos (entre R$ 40 e R$ 390, garrafa). Dos três salões, apenas um (chamado de verde) está sendo usado no momento, totalizando 70 lugares. O bufê de almoço (R$ 40 por pessoa, à vontade), continua sendo servido, sendo que, aos sábados, é composto só por feijoada.

Bon Appetit
Endereço: Avenida Afonso Pena, 1.394, Centro
Telefone: (31) 3222-5416
Aberto de segunda a sábado, das 12h às 16h e das 19h à 0h
Obs.: Por causa do carnaval, o restaurante não abrirá de amanhã a quarta-feira

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