Museu da Cachaça atrai turistas em Salinas, no Norte de Minas

Recém-inaugurada, atração está em área de 13 mil metros quadrados na cidade que é considerada a capital mundial da bebida e tem 50 marcas

por Alfredo Durães 15/01/2013 11:06

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Wellington Pedro/Imprensa MG
Equipamentos de fabricação e ilustrações que documentam contexto histórico da bebida integram acervo (foto: Wellington Pedro/Imprensa MG)
 Mais nacional de todas as bebidas, a pinga encontrou outro ponto de exibição: foi inaugurado no fim de dezembro o Museu da Cachaça de Salinas, fruto de uma parceria pública. Salinas, no Norte do estado (a 631 quilômetros de BH), sempre foi sinônimo de aguardente de cana, principalmente as de qualidade. Com nomes como Seleta Piragibana, Canarinha, Salinas  e a famosa Havana, os engenhos da região são notórios por suas aguardentes, que estão entre as melhores do país.

Ocupando um terreno de 13 mil metros quadrados, o novo museu (e único da cidade) custou R$ 4 milhões e oferece ações educativas sobre todas as etapas da produção, desde o plantio da cana, à distribuição. E, claro, não deixa de também alertar sobre o consumo excessivo de álcool, o tal consumo responsável. Um acervo com os numerosos rótulos do destilado fabricados na região também está exposto. Lá é possível degustar as melhores aguardentes do país.

Em Salinas a bebida é uma das principais bases econômicas. Com produção de cachaça anual estimada em cinco milhões de litros e mais de 50 marcas comercializadas, a implantação do Museu da Cachaça de Salinas ajuda a consolidar o processo de valorização da cachaça artesanal mineira que tem ocorrido ao longo das últimas décadas. Salinas, que começou a produzir e comercializar aguardente no início do século passado, concentra o maior número de produtores de cachaça de alambique do Brasil, é o único município mineiro que possui cadeia produtiva consolidada e o setor já representa 33% de toda a atividade econômica do município. Também é o único lugar do Brasil que oferece curso de nível superior relacionado a cachaça.

Wellington Pedro/Imprensa MG
Espaço em que se guardam as garrafas está repleto de tesouros para apreciadores da "marvada" (foto: Wellington Pedro/Imprensa MG)
O museu está onde ficava o antigo aeroporto da cidade. Temas como a história da cachaça em Salinas, plantação, colheita e moagem da cana, sociedade do açúcar, engenhos antigos e atuais têm exposições abrigadas em oito salas, além de uma sala que será dedicada ao produtor Anísio Santiago, fabricante da Havana. Haverá salas de reunião para produtores de cachaça e espaço na loja para a venda de produtos regionais, além de áreas de interação para os moradores.

O Museu da Cachaça foi projetado para ser um diferencial no Norte de Minas e no Brasil. No que diz respeito à geração de emprego e renda, será um instrumento não apenas cultural, mas servirá para difundir e comercializar um precioso bem da cultura e economia de Minas e de Salinas. Falar da história da cachaça é fundir-se com a história do Brasil e o Museu da Cachaça em Salinas vem para mostrar a cachaça mineira no cenário cu

O museu foi projetado pela arquiteta Jô Vasconcelos. Já o Laboratório de Estudo em Museu e Educação da Faculdade de Educação da UFMG realizou o plano museológico e contou com a participação de pesquisadores da universidade para o desenvolvimento do conteúdo. O museu conta ainda com programa pedagógico, biblioteca, brinquedoteca, centro de produção audiovisual e sala de projeção multiusos. A implementação foi do Governo do Estado de Minas Gerais e a gestão fica sob responsabilidade da Prefeitura de Salinas.

Museu da Cachaça de Salinas
Avenida Antônio Carlos, 1.250, Salinas (MG) – (38) 3841-4778.
Funciona de quarta-feira a domingo, das 9h às 19h.
Entrada gratuita.

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