Cozinha de Minas Gerais é homenageada no festival gastronômico Madri Fusión, na Espanha

Pela primeira vez homenageando um estado em lugar de todo um país, evento europeu valoriza sabores típicos e a criatividade dos profissionais na culinária mineira

por Eduardo Tristão Girão 15/01/2013 10:53

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Leandro Couri/EM/D.A Press
Os chefs Luciano Avellar, Edson Puiati, Pablo Oazen, Rafael Cardoso, Guilherme Melo, Leonardo Paixao, Frederico Trindade, Luiz Mayrink, Cidinha Lamounier, Eduardo Avelar, Dona Lucinha, Eduardo Maya, Nelsa Trombino, Paula Cardoso e Felipe Rameh estão de malas prontas (foto: Leandro Couri/EM/D.A Press)

Homenageada no congresso de gastronomia espanhol Madrid Fusión, que começa na próxima segunda-feira, 21, em Madri, Minas Gerais quer fortalecer ainda mais a cena de restaurantes, produtores rurais e chefs de cozinha do estado. De olho no que poderá trazer em termos de benefícios para o turismo e negócios a participação mineira no evento, um dos mais importantes do mundo, a delegação de cerca de 80 pessoas embarca esta semana para a capital da Espanha.

Atualmente em sua 11ª edição, o Madrid Fusión já homenageou as cozinhas de nações como Peru, México e Coreia do Sul. Esta será a primeira vez em que o homenageado não será um país, mas um estado. O fato inédito tem origem no convite feito pelo governo mineiro à organização do congresso, cujos membros visitaram Minas Gerais ano passado, incluindo seu idealizador, José Carlos Capel. Consequentemente, selecionaram os nomes que representarão a gastronomia mineira na Espanha.

Já estão arrumando as malas os chefs Edson Puiati (Senac Minas), Eduardo Avelar (Conspiração Gastronômica), Eduardo Maya (Comida di Buteco), Dona Lucinha (restaurante Dona Lucinha), Felipe Rameh e Frederico Trindade (Trindade), Guilherme Melo (Hermengarda), Ivo Faria (Vecchio Sogno), Leonardo Paixão (Taste-Vin), Nelsa Trombino (Xapuri), Pablo Oazen (Assunta) e Rafael Cardoso (Atlântico).

Quase todos atuam em restaurantes de Belo Horizonte, responsáveis por algumas das aulas da programação do evento, que reunirá este ano 41 chefs de 13 países, além dos brasileiros. Eles também estão a cargo do coquetel de abertura do congresso, que este ano tem o mote “A criatividade continua” e, como ingrediente convidado, o café. Nomes de relevância mundial, como o espanhol Andoni Luis Aduriz, o paulistano Alex Atala e o francês Pierre Hermé estarão presentes.

Retorno

“O imenso retorno para a gastronomia, como aconteceu com o México e o Peru, é o que esperamos para Minas Gerais”, afirmou o secretário de Turismo, Agostinho Patrus Filho, durante coletiva de imprensa em Belo Horizonte na última segunda-feira, 14. “Esperamos que o estado venha a ocupar espaço de destaque. Nossos produtos poderão ter maior valor agregado, trazendo riqueza, desenvolvimento e gerando empregos.”

A participação mineira no Madrid Fusión, completa Patrus, tem em foco turismo e negócios e o objetivo de conferir maior visibilidade à gastronomia mineira. Para potencializar tudo isso, a delegação mineira já providenciou o envio de diversos ingredientes típicos para Madri, incluindo queijo, cachaça, café, linguiça e águas minerais. “Vamos contar uma história da nossa gastronomia, contextualizando Minas no Brasil e mostrando o máximo possível de produtos”, adianta o secretário.

Ivo Faria, do restaurante Vecchio Sogno, considera a participação dos chefs mineiros um marco na história da gastronomia do estado: “Em cinco anos, acho que teremos uma cozinha diferenciada. A gastronomia pode mudar a concepção de um estado, a vida de uma pessoa. Se a região francesa do Périgord tem todo esse nome hoje por causa do foie gras, por exemplo, é porque alguém começou a criar pato por lá. Também vi Tiradentes mudar muito por causa do seu festival de gastronomia”.

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