Numa região de bares, Restaurante Niemeyer tem proposta diferente e cardápio variado

Filé de badejo ao camarão com purê de baroa e risoto de frutos do mar, calda de lagosta e anéis de lula é uma das opções da casa

por Eduardo Tristão Girão 29/06/2012 07:00

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André Hauck/Esp. EM/D. A Press
(foto: André Hauck/Esp. EM/D. A Press)
Pode não parecer, mas o proprietário do recém-inaugurado restaurante Niemeyer, no número 807 da agitada Rua Pium-í, no Sion, é o mesmo do extinto bar Peixe Boi, que funcionou neste mesmo imóvel de novembro de 2010 até o início deste ano (a unidade da Avenida Francisco Deslandes continua aberta). José Antônio Witeck colocou toalhas nas mesas, construiu adega climatizada para 1 mil garrafas, reformou a cozinha e chamou um jovem chef para criar cardápio variado. Leia mais sobre gastronomia no Blog do Girão
 
“Estava brigando comigo mesmo. Ter duas casas de perfil semelhante não é interessante. Além disso, o restaurante será uma alternativa gastronômica na região, já que muita gente tem procurado sair sempre perto de casa”, diz José. De fato, há mais bares do que restaurantes na região (Sorriso e Alguidares são alguns) e essa mudança radical no perfil da casa pode abrir os olhos de empresários e chefs para possível tendência naquela rua.
 
O salão teve capacidade reduzida para 132 lugares e ganhou mesas com toalhas, ar-condicionado e cortinas, além de adega fechada com vidro. A carta de vinhos reúne 140 rótulos das importadoras Épice, Mistral, Premium e Zahil. Os preços vão de R$ 48 a R$ 195 (garrafa) e a taxa de rolha (R$ 50) não é cobrada de terça a quinta. Atualmente, há festival de sopas e suflês à noite: por R$ 30, cada pessoa experimenta quatro receitas.
 
No comando da cozinha está Fellipe Pastor, de 27 anos. Ex-gerente comercial, fez curso de gastronomia no IGA e passou pelas cozinhas de várias casas da cidade, tendo China, do Gomide, e Edgar Castro (Des Amis) como duas de suas principais referências. Além de Fellipe, Juca levou maître, sommelier e gerente de outros restaurantes da cidade. Saturnino Martins, gerente da choperia Juscelino e amigo do proprietário, foi quem sugeriu o nome da nova casa e ajudou na formatação do conceito.
Trufa e arroz O cardápio, explica o chef, reflete sua visão sobre as preferências do belo-horizontino à mesa: “O público da cidade é meio desconfiado. Por isso, pus pratos consolidados, que costumam ter boa saída e que dessem vontade de comer”. São carnes, frutos do mar, massas e risotos em combinações nas quais não há arroubos de criatividade ou ousadia – mas nem por isso menos atraentes, evidentemente. Afinal, cada proposta tem seu público.
As preparações trufadas se multiplicam em cremes e molhos, aplicados a pratos como o bife ancho com manteiga de ervas e batatas (R$ 54, individual); o nhoque de espinafre (R$ 39, individual); e no queijo brie ao forno com mel trufado (R$ 31), que serve de entrada. Além do nhoque, Fellipe prepara na cozinha da casa ravióli (R$ 33, individual): um com brie e cogumelo na manteiga de avelã e outro cuja receita é renovada semanalmente (o atual é de salmão ao molho de tomate).
 
Outro destaque do cardápio é o risoto de frutos do mar (R$ 78, individual) no qual o chef usa, além de vieira, camarão, lula e lagosta, um tipo específico de arroz. Importado da Itália, os grãos da variedade carnaroli são envelhecidos por pelo menos um ano antes de serem embalados. “O risoto fica mais cremoso com ele. Além disso, consigo usar um pouco menos de manteiga e parmesão na finalização”, justifica Fellipe.
 
Niemeyer
Rua Pium-I, 807, Sion. (31) 2531-4973. Aberto segunda, das 12h às 15h; terça a sexta, das 12h às 15h e das 18h à 0h; sábado, das 12h à 0h; domingo, das 12h às 17h. 


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