Alemão renovado

Casa antiga da cidade, o Stadt Jever tem novos proprietários e mudanças na carta de cervejas

por Eduardo Tristão Girão 06/04/2012 07:00

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Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press
O mestre cervejeiro José Felipe e seu irmão Tiago Carneiro assumiram a direção do Stadt Jever (foto: Pedro Motta/Esp. EM/D. A Press)
 
O Stadt Jever sempre foi um bar associado à cerveja, com suas canecas, balcão em torno da chopeira e cardápio germânico. Entretanto, a casa não acompanhou o surgimento do público cervejeiro especializado, mantendo chopes sem maiores atrativos para esse segmento cada vez mais exigente. A situação pode mudar a partir de agora: a cervejaria belo-horizontina Wäls assumiu a direção e, recentemente, passou a servir lá exclusivamente os nove rótulos que produz.

Do lado de fora, continua tudo igual. Aliás, o ex-proprietário e fundador do bar, o alemão Hans Joachim, ainda mora no andar de cima. Do lado de dentro, a decoração foi praticamente mantida – conseguiram até o mesmo tecido que cobre os estofados para reformar os assentos. A madeira escura foi mantida no espaço, que ganhou telas de artistas de Bichinho (MG) retratando pontos da cidade alemã de Jever. “O Hans pediu para que a gente não descaracterizasse o bar”, diz Tiago Carneiro, proprietário da Wäls com o irmão, o mestre cervejeiro José Felipe.

As mais famosas mesas da casa (do Elvis, do macaco e do Sea Lord) também foram preservadas. No salão frontal, a decoração foi discretamente reduzida para realçar a carroça que fica junto ao teto – e cuja presença ali nem todo freguês percebeu. A jukebox foi mantida por lá, mas teve o repertório (antes variado) totalmente concentrado no rock. Os bancos em torno do balcão foram preservados, mas todo o sistema de armazenagem e extração do chope foi modificado. Aí começam as diferenças.

Em vez de armazenados debaixo do balcão, os barris são mantidos do lado de fora da casa – a entrega é quase diária. Tubos resfriados conectam o líquido às várias chopeiras, que acabam de ser instaladas, sendo que um dos bicos é dotado de tecnologia para extrair chope quatro vezes mais rápido que o habitual. Todas as variedades produzidas pela fábrica são disponibilizadas na casa apenas na forma de chope, à exceção da Wäls Brut (R$ 100), cuja produção assemelha-se a de um espumante, vendida em garrafa do tipo.

A propósito, esta última foi uma das três cervejas da marca premiadas recentemente na The Great South Beer Cup, competição internacional realizada no Festival da Cerveja, em Blumenau (SC), na qual a Wäls foi eleita a melhor cervejaria do ano na América do Sul. Os outros dois rótulos foram a bohemian pilsner (R$ 6,20) e russian imperial stout (feita com cacau belga em pó; R$ 9). Completam a carta do bar os chopes claro e escuro (R$ 4,80, cada), witbier (de trigo com especiarias; 5,50) e os de estilo trapista dubbel, trippel e quadruppel (R$ 9, cada).

História Waldir Alves Fontoura, cozinheiro da casa desde a inauguração, em 1983, continua lá, bem como o restante da equipe. O cardápio é quase o mesmo, mas há algumas novidades interessantes como a produção do salsichão (R$ 12,50, com pão e manteiga), até então terceirizada. Uma das últimas receitas criadas pelo proprietário também foi mantida, a da costelinha defumada e servida com molho picante e batata assada (R$ 39,50).

O consultor gastronômico e pesquisador Cacá Pádua fornece alguns produtos preparados por ele para a casa, como a linguiça de pernil semidefumada servida com molho de tomate e pão preto caseiro (R$ 19,90). Continuam no cardápio pedidas tradicionais como kassler e joelho de porco, ambos servidos com chucrute e batata (R$ 39,50, cada). É possível comprar no local qualquer rótulo da cervejaria em garrafa, mas somente para levar para casa.
 
Stadt Jever
Avenida do Contorno, 5.771, Funcionários, (31) 3221-5056. Aberto de domingo a quarta, das 18h à 0h; quinta, das 18h à 1h; sexta e sábado, das 18h às 2h. 


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