Hum é reaberto pelo chef Humberto Passeado

Restaurante fica em Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho

por Eduardo Tristão Girão 30/03/2012 07:00

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Fotos: Nidin Sanches/Esp.EM/D.A Press
Varandão oferece vista privilegiada para a mata (foto: Fotos: Nidin Sanches/Esp.EM/D.A Press)
 
Uma das principais referências no ensino de culinária na capital, o chef Humberto Passeado recentemente parou de dar aulas, ofício ao qual se dedicou durante quase 20 anos. Ele está tirando o pé do acelerador, mas não saiu de cena, pois acaba de reabrir o Hum, restaurante em Piedade do Paraopeba, distrito de Brumadinho, a 35 quilômetros da capital. A casa, que funcionou de 2004 a 2006, agora conta com novo cardápio. Só abrirá às sextas-feiras e sábados.
Mineiro de Juiz de Fora, Humberto se formou em letras e trabalhou com artesanato antes de ingressar na gastronomia. Seu primeiro restaurante foi o Pato Selvagem: primeiro na estrada BH-Nova Lima, nos anos 1980; depois em Lourdes, até 1992. “O nome se inspirou no texto da peça O pato selvagem, de Ibsen, que conheci durante aula de filosofia com Sônia Viegas”, conta. No mesmo ano, ele passou pela cozinha do extinto L’Apogée e começou a dar aulas. Chegou a ter grupos com os mesmos alunos por 14 anos.
Passeado diz ter fechado o Hum por causa da estrada, que, na época, era de terra – hoje tem trechos calçados ou asfaltados. “Quando não era a poeira, era a lama em dia de chuva. Cheguei a ligar para cliente não vir”, lembra. O terreno do Hum foi comprado nos anos 1980 e ainda hoje é repleto de verde. O chef também construiu canteiros, que o abastecem de ervas, galinheiro e até uma singela capela, pois aceita reserva para casamentos e outros eventos.
O ambiente é o mesmo: 70 lugares divididos entre o sóbrio salão e a agradável varanda com vista para a mata. A casa em que ele morava, logo ao lado, vale uma visita: belo exemplo de ambiente rústico e aconhegante, tem curiosa coleção de bules antigos. A decisão de abrir as portas apenas duas vezes por semana encontra explicação não apenas em sua vontade de diminuir o ritmo de trabalho, mas reduzir custos e manter ingredientes frescos. “Como manter a geladeira cheia com um cardápio de 60 pratos?”, observa.
De panela O cardápio é curto, não chega a ter 10 pratos (todos individuais). O único que o chef não abriu mão de reapresentar é o steak au poivre (R$ 59): filé “empanado” na pimenta do reino preta e dourado na manteiga, servido com molho feito na mesma frigideira, batata sauté e agrião. Entre as novidades está o lombo de bacalhau com legumes grelhados e pimenta verde (R$ 79). Outras pedidas são reinterpretações, como o peixe com talharim de pupunha ao molho thai, feito com compota de limão preparada por ele (R$ 38).
A seção de petiscos é maior, com opções bem variadas: salmão gravlax (R$ 32), bolinho de abóbora com carne de sol e requeijão (R$ 28) e uma de suas receitas mais famosas, o patê de fígado com conserva caseira de gengibre da horta (R$ 23). Há quatro sobremesas disponíveis (R$ 15, cada), incluindo a torta quatro leites, que, na verdade, leva cinco: integral, condensado, creme de leite, de coco e evaporado. Vinhos são da importadora Decanter, com 32 rótulos entre R$ 45 e R$ 490 e margem de lucro de até 70%.
 
HUM
Avenida da Amizade, 197, Piedade do Paraopeba, Brumadinho (acesso pela BR-040, saída para o Rio de Janeiro, 1,5 quilômetro depois do trevo para Ouro Preto). Informações: (31) 9631-7066. Aberto sábado e domingo, das 12h às 18h. Aconselha-se fazer reserva. 


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