Não é proibido fumar

BH ganha o Chez Fumoir, na Savassi, que funciona como tabacaria e restaurante

por Eduardo Tristão Girão 23/03/2012 07:00

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Nidin Sanches/Esp. EM/D. A Press
Lagosta ao Mediterrâneo, prato do cardápio do Chez Fumoir, que tem assinatura do chef Clécio Campos (foto: Nidin Sanches/Esp. EM/D. A Press)
Reflexo da legislação estadual antifumo, em vigor há cerca de dois anos, o mais novo restaurante da cidade promete ser ponto de encontro dos que não abrem mão de fazer fumaça à mesa. Terceira encarnação do lendário Chez Bastião, o Chez Fumoir acolhe fumantes em ambiente reformado e com novo proprietário, Luis Eugênio Torres, que aplica aos charutos, vinhos e uísques da casa a mesma política de lucro reduzido do Amadeus, outro de seus empreendimentos na área. O cardápio também foi renovado, executado pelo chef Clécio Campos. 

“O que a lei não permite são as áreas de fumante. Aqui tenho alvarás para funcionamento como tabacaria e restaurante. Nosso ar-condicionado trabalha com o dobro de potência em relação ao habitual e sem retorno de ar. É 100% ar novo. Se fosse sistema de exaustão, o ar ficaria viciado. Quem está aqui dentro sente pouco cheiro de cigarro e ninguém sai com roupa impregnada”, garante Luis. Além disso, a casa funciona com todas as janelas abertas.

Fumantes podem ocupar mesas internas e externas à vontade (140 lugares, no total). Do lado de dentro, parte da decoração da versão passada do restaurante foi mantida. É lá que fica a tabacaria, espaço com temperatura e umidade controladas a abrigar cerca de 100 tipos de charuto. Todos são comprados da La Casa del Habano, ramo da Habanos S/A, empresa mista (governo cubano e empresa estrangeira) que controla o comércio de todos os produtos cubanos de tabaco no mundo.

A casa é a terceira no Brasil a ter essa chancela cubana. O espaço tem todos os charutos detalhadamente identificados (bitola, tempo de degustação, nota na Cigar Aficionado etc.) e vende por unidade ou caixa, disponibilizando maçarico para acendê-los (à venda, bem como outros apetrechos). Entre as raridades, um Cohiba edição limitada de 1996 e um Cohiba Behike. Os preços começam em R$ 8,60 (Guantanamera Cristales; unidade). Nessa seção, a consultoria é de Alexandre Avellar, do site Conexão Tabaco.

Barril Para harmonizar com os charutos, a casa recomenda uísque. A seção do cardápio dedicada à bebida inclui 70 rótulos em garrafa (a partir de R$ 59,80) e 28 em dose (a partir de R$ 7,15). Um deles, o Glenmorangie Nectar D’Or é especialmente indicado para o “casamento” com charuto, envelhecido em barris previamente utilizados para estocar o vinho de sobremesa francês sauternes. Conhaques (de R$ 8 a R$ 84) e portos (de R$ 7 a R$ 10) em dose também são recomendados para esse tipo de degustação.

A carta de vinhos é a mesma do Amadeus, com quase 2,8 mil rótulos (disponível também em iPad). Vinhos, uísques e charutos têm seus preços definidos pela mesma fórmula: 20% sobre o preço de custo. Assim, o freguês tem acesso, no restaurante, a bebidas com preço de loja. “As pessoas consomem qualidade quando veem que o preço é justo”, acredita Luis. O proprietário planeja montar o Chez Fumoir também em São Paulo e Rio de Janeiro. Antes, em maio, inaugura o Bacco & Nonna (massas artesanais e vinhos) no extinto bar Liberdade, logo ao lado.

Além do bufê de aperitivos e pratos quentes (R$ 69, quilo; tem feijoada aos sábados), há cardápio à la carte criado pelo chef Clécio Campos. Entre entradas, massas e risotos, destaque para a presença numerosa de peixes e frutos do mar, utilizados em pratos como o linguine ao vôngole e manjericão (R$ 45, individual) e o cherne grelhado com legumes confitados e aspargos frescos (R$ 65, individual). O estrogonofe, prato que ajudou a dar fama ao antigo Chez Bastião também está disponível (R$ 35, individual), embora reformulado e não listado no cardápio.
 
Chez Fumoir
Rua Alagoas, 642, Savassi, (31) 3261-1361. Ter. a sex., 18h/1h; sáb. e dom., 12h/1h.
 


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