Novos tempos

Bar do Lopes muda de dono, mas não abre mão da tradição

por Eduardo Tristão Girão 20/01/2012 07:00

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Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
Filé a cavalo: pedida famosa do Bar do Lopes (foto: Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
Aberto em 1939 e comprado pelo português Assis Lopes Mateus em 1963, o Bar do Lopes nunca chamou a atenção como reduto de tradições lusitanas. Legítimo botequim belo-horizontino na aparência e no cardápio, ele ganhou fama pelo pernil e pela linguiça, servidos como porção ou em sanduíches. A casa enfrentou período de decadência na década passada, foi reabilitada em 2008 (novos donos fizeram grande reforma e alteração de cardápio) e agora está sob o comando de uma nova geração de proprietários, tendo à frente o jovem e experiente restaurateur Tomaz Gomide (Gomide, Atlantico e L’Entrecôte).

“Nossa comida já era boa. Agora, focamos em trazer produtos de qualidade para a cozinha. O mérito é todo do bar, que já tinha potencial”, afirma Tomaz. Quase toda a equipe da cozinha foi mantida, incluindo Antônio Tadeu de Freitas, com 16 anos de casa. O cardápio sofreu algumas alterações, com incremento sobretudo na parte de frios e tira-gostos. Para o almoço, foram definidas nove opções de pratos individuais (entre R$ 15 e R$ 25, cada), incluindo PFs, picadinho, mexido, tropeiro com pernil (ou lombo) e filés clássicos, como Oswaldo Aranha, a cavalo e do Moraes.

Para petiscar, novidades são as porções de lula à dorê (R$ 22) e polvo marinado (R$ 29), a bruschetta com tomate e basílico (R$ 9; quatro unidades) e a sardinha portuguesa servida na lata com pão francês (R$ 10). Na seção de frios, entraram itens como mortadela italiana (R$ 12, 100g), presunto cru espanhol (R$ 14, 100g), carpaccio (R$ 18) e salsicha tipo alemã (R$ 12, unidade). Maria Margareth Faria, salgadeira do bar há três anos, continua fazendo os quitutes, como pastel de camarão com requeijão (R$ 4, unidade), croquete de carne (R$ 5, unidade) e empada (R$ 4, unidade).

O pernil acebolado, garante Tomaz, segue a receita criada pelo português Lopes, servido como tira-gosto (R$ 22) ou sanduíche (R$ 12). A linguiça utilizada pelo bar, por outro lado, não é a mesma (era feita pelo antigo dono). Agora é selecionada pelo novo proprietário em açougues da cidade – a porção sai por R$ 26 e o sanduíche, por R$ 15. Outro “sanduba” é o de filé na chapa com muçarela e salada (R$ 18). Petiscos mais elaborados, criados na gestão passada, foram preservados, como o filé ao molho de jabuticaba (R$ 28) e a tilápia ao molho de limão com batatas (R$ 32). Aos sábados, serve feijoada (R$ 30, para duas pessoas).
 
Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press
O bar fica em esquina tranquila de Lourdes (foto: Fotos: Pedro Motta/Esp.EM/D.A Press)
 
CALÇADA A reforma durou 15 dias e modificou bastante o visual da casa, que agora ostenta belo ladrilho branco. O balcão interno foi mantido, ganhando banquetas fixas ao redor. Com as mesas na calçada (cercadas por plantas), o bar pode receber cerca de 70 pessoas. As mesas de madeira foram pintadas de preto e recebem jogo americano de papel, no qual estão impressos vários tipos de bigode (alusão ao símbolo do homem português).

Aliás, um novo bigode serve de logomarca para o bar, estampado também nas louças. As luminárias são do designer Ganso.

“Pegamos um público que gosta de tomar sua cervejinha e de comer bem, mas que não quer a bagunça do miolo de Lourdes”, explica Tomaz. Cervejas em garrafa de 600ml saem por cerca de R$ 6 e em long neck, em torno de R$ 4,50. Há enxuta carta de vinhos com 12 rótulos (entre R$ 39 e R$ 179). A tradicional feirinha de produtos do sítio de Lopes (verduras, linguiça, frutas, carne de coelho) continua ativa, sempre nas manhãs de sábado.
 
BAR DO LOPES
Rua Antônio Aleixo, 260, Lourdes. (31) 3337-7995. Aberto de terça a sábado, das 11h à 0h; domingo, das 11h à 17h. 


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