Com a mão na massa

Novo restaurante italiano, aberto no Bairro Belvedere, tem produção própria

por Eduardo Tristão Girão 30/12/2011 07:00

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Pedro David /Esp. EM/D. A Press
Conchiglie com salmão e caviar do Restaurante Villa Roberti (foto: Pedro David /Esp. EM/D. A Press)
 
Massa qualquer restaurante pode ter, mas uma cozinha que produza todas as suas (lisas e recheadas) não é algo comum em Belo Horizonte. Para alguns formatos, como o rigatone, é preciso ter uma máquina especial (geralmente cara e importada) e não é todo chef que dispõe de tempo, espaço e mão de obra para confeccionar seus raviólis. Esse é um dos motivos pelo qual se destaca o mais novo restaurante italiano da cidade, o Villa Roberti, aberto esta semana no Bairro Belvedere. E além das massas, a casa produz todos os seus pães e pizzas.

Bisnetos do italiano Nicola Roberti, que emigrou de Sassano (na região da Campanha) para Belo Horizonte, os irmãos Gilvânya, Giselle, Daniel e Giselda são os proprietários da casa, todos novatos no ramo. O imóvel, cujo uso anterior era residencial, foi comprado por eles e passou por cerca de cinco meses de reforma. Dos 150 lugares, 92 são no salão interno, ficando o restante distribuído entre deck lateral ao ar livre e mesas sob ombrelones no gramado frontal.

A cozinha é setorizada e o fechamento com vidro permite que o freguês acompanhe parte da rotina ali, onde ficam os fogões para preparo de massas e risotos, forno à lenha para assar pizzas e pães e parrilla para grelhar carnes. Na parte de cima está o conjunto de três máquinas italianas que misturam, cortam (16 formatos) e recheiam as massas. Foram trazidas por Gilvânya na viagem de 15 dias que fez pelo país europeu também com o objetivo de pesquisar receitas e conhecer restaurantes.

“Não achei nenhum representante dessa máquina aqui. Sei que todo mundo terceiriza massas, mas quero eu mesma fazê-las para desenvolver sabores e vendê-las frescas para outros restaurantes”, adianta Gilvânya. Entre elas, destaque para ravióli de pêra e gorgonzola ao molho alfredo com toque de azeite de trufa branca (R$ 48, individual) e o fettuccine com camarões aspargos e creme de limão siciliano (R$ 54, individual). Todas são feitas diariamente, tendo como base sêmola italiana e farinha de trigo 0000 argentina.

IMPORTADO No comando da cozinha está o chef Lucas Khoury del Peloso, cujo molho de tomate se destaca pela mistura de frutos frescos e enlatados e cozimento breve, utilizado, por exemplo, no capellini com manjericão (R$ 28, individual). Também são dele risotos (como o de cogumelos com rúcula e filé de cordeiro; R$ 54, individual), pizzas (R$ 35, em média; 20cm de diâmetro) e entradas, incluindo sete bruschettas (R$ 20, em média; 18cm). Focaccias são assadas na hora no forno à lenha.

Todas as carnes de boi e cordeiro são importadas da Argentina ou Uruguai e servidas com uma opção de guarnição (massa, risoto, salada ou legumes), acompanhadas por uma faca especial Zakharov. Além de sobremesas italianas tradicionais (tiramisù, zucotto, panna cotta) há criações do chef, como o petit gâteau de limão siciliano com sorvete de madacâmia (R$ 18). Os vinhos (200 rótulos) são das importadoras Decanter, Expand, Fine Food, Mistral e Zahil e são mantidos em adega climatizada.



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