Ampliando o paladar

Parrilla Urbana oferece cortes tradicionais e opções especiais de tripas e glândulas do boi

por Eduardo Tristão Girão 07/10/2011 07:00

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André Hauck/Esp. Em/D.A Press
Mollejas, chinchulín e riñones são algumas das pedidas pouco comuns da nova casa de Lourdes (foto: André Hauck/Esp. Em/D.A Press)

O bife ancho e o bife de chorizo estão lá, como é de se esperar em qualquer casa do gênero. A morcilla e o molho chimichurri também, é lógico. Não menos obrigatória, mas ainda hoje muito rara em Belo Horizonte, é a presença dos miúdos bovinos nas parrillas. Essas casas conquistaram público cativo na cidade na última década e, apesar de seus habitantes serem reconhecidos pelo paladar carnívoro, só acidentalmente são vistos por aqui rins, tripas e glândulas do boi. Nesse quesito, provavelmente a recém-inaugurada Parrilla Urbana seja a única, entre a concorrência local, a oferecer esses itens com regularidade.

No cardápio da casa, mollejas, chinchulín e riñones são alçados ao status de iguaria. Respectivamente e em bom português, timo (glândula que fica no pescoço do boi), intestino delgado e rins. A porção de cada um deles custa entre R$ 17 e R$ 28, preparados sobre a brasa de carvão da belíssima parrilla do local e disponíveis a qualquer dia e qualquer hora, sem necessidade de encomendar ou reservar. Um avanço e tanto para a cidade.

“Há dois anos a gente pensa em abrir uma parrilla”, conta Wagner Gonçalves, sócio de Lílian Mesquita e Felipe Gerardes na nova casa. Todos já têm experiência no ramo: os dois primeiros comandam a pizzaria 68 e o último, a hamburgueria B Bistrô. “Pesquisamos muito na Argentina e Uruguai e vimos que a boa parrilla tem de ter miúdos. Além disso temos também cortes diferentes dos tradicionais. Lá fora, a cultura deles é a de cada parrillero desenvolver cortes para a casa onde trabalha”, conta Wagner.

A casa trabalha com fornecedores variados de carne, entre nacionais e internacionais: recebe as peças duas vezes por semana, mantidas sempre resfriadas. A parrilla, projetada sob medida por um português radicado em São Paulo, funciona com grelha móvel (canaletas) e sistema de filtragem com água, o que ajuda a reduzir a fumaça e evita que a carne fique impregnada por fuligem.

Seleções
Justamente por esse motivo, o freguês encontra no cardápio local três cortes incomuns, todos extraídos do bife ancho, localizado no contrafilé bovino: o bife porteño (corte transversal da peça), o ojo de ancho (miolo do bife ancho) e bife uno (capa de carne que envolve o miolo do ancho). Também estão lá pedidas mais conhecidas, como prime rib, t-bone steak, asado de tira (corte perpendicular da costela), picanha, fraldinha e filé mignon. O preço de cada peça custa entre R$ 44 e R$ 85 – quase todas tem 350g e várias estão disponíveis em meia porção.

Todas são assadas na parrilla (os curiosos vão gostar de conhecer seu funcionamento), bem como as costeletas de cordeiro (R$ 65, oito unidades), galeto desossado (R$ 34), paleta de cordeiro (R$ 87; reservar duas horas antes), peixes, frutos do mar e petiscos (linguiças e provoletas). Acompanhamentos devem ser pedidos à parte, o que inclui seleção de arrozes, risotos, vegetais e batatas. Saladas e entradas (carpaccios, saladas, cogumelos, empanadas) completam as opções. Há prato infantil (R$ 25).

Quem cuida da parrilla é o chef Jafison Rocha (ex-chef parrillero geral da rede Podre Juan) e da cozinha, o colega Marcelo de Paula (que trabalhou em casas do chef paulistano Sergio Arno; em BH, passou pelo Splendido, Thai Sushi, Alegria e Ouro Minas). Entre as sobremesas, destaque para o alfajor com doce de leite argentino (R$ 21, unidade), preparado na casa. A carta de vinhos conta com 300 rótulos (Decanter, LVMH, Mistral e Zahil), armazenados em adega climatizada para 1,2 mil garrafas.

Parrilla Urbana
Rua Curitiba, 2.102, loja 1, Lourdes. (31) 2512-0942. Aberto de terça a sábado, das 12h às 16h e das 19h ao último cliente; domingo, das 12h às 18h.

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