Nimble Quest, para Android, iOS e PC, faz mistura de clássicos

Além de primorosa execução técnica, o jogo é responsável por resgatar mecânicas já conhecidas. O design dos personagens, que lembra os games em flash de 1990, chama a atenção

por Estado de Minas 03/04/2014 16:13

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Nimble quest utiliza fórmulas adotadas em títulos de sucesso do passado e, por isso mesmo, apresenta uma mecânica de jogo simples e muito fácil de aprender. Diversão garantida para quem prefere games menos pesados e mais inocentes (foto: Divulgação)
Muitas vezes, os games apresentam fórmulas que, no papel, não parecem tão promissoras assim. Mas, quando executadas, são capazes de apaixonar milhões de jogadores. Esse é o caso de Nimble quest, o mais recente título da ambiciosa produtora independente NimbeBit, que promete trazer aos fãs do clássico jogo desenvolvido pela Nokia em 1997, Snake, uma clara evolução em todos os aspectos.

Se você jogou Snake pelo menos uma vez, lembra-se de que é um game de mecânica simples e com uma execução perfeita. Como o nome deixa evidente, você controla uma cobra e tem de percorrer um cenário em busca de frutas, que fazem a criatura aumentar de tamanho – o que acaba elevando a dificuldade do game. Ou então, se já se sentou em alguma mesa e se reuniu com amigos para uma partida de Dungeons & dragons ou até mesmo à frente do sofá em uma partida de Final fantasy, conhece as famosas classes como mago, cavaleiro, paladino, padre e diversas outras. O game Nimble quest é uma miscelânea dessas duas características, que, se não tivesse sido executada, talvez muitas pessoas mal acreditariam que daria certo. E deu.

A produtora de Nimblebit também foi responsável pelo aclamado Tiny tower, jogo mobile em que era dada ao jogador a tarefa de gerenciar um prédio residencial, no qual podia administrar desde melhorias para o elevador do edifício até quais moradores se instalariam nele.

A mecânica do game é fácil, e pode ser aprendida em questão de segundos. Cada jornada se inicia com a seleção de um personagem, que liderará a equipe. A partir do momento em que os inimigos são derrotados, heróis aliados se juntam ao grupo e vão para o fim da fila – como se fosse a cauda extra no Snake. Se você quer começar bem, inicie por selecionar as classes de ataque a longa distância. Elas são mais fáceis de proteger e, ao mesmo tempo, atacam de outros ângulos, sendo possível matar diversos inimigos em pouco tempo.

Assim que os adversários são derrotados, pedras que podem ser usadas para comprar itens para os membros da equipe são derrubadas. Ao fim de cada nível ou ao coletar um baú, a quantidade desses itens é multiplicada. À medida que você vai jogando, o custo para subir o nível do personagem é reduzido. Quando você compra a evolução, não só os movimentos dos guerreiros vão ficando mais fortes, como as roupas deles se modificam – clássico método para representação da progressão do personagem, que em momento algum é clichê por, de fato, mostrar um avanço.

ARTE Se a pixel art em outros jogos da empresa já era exímia, sem contornos e minimalista, em Nimble quest foi aprimorada. Não só o desenho de personagens, como o gnomo, o bárbaro ou o arcano, que apresentam contorno fino, mais detalhes, e diversidade nas cores usadas, mas também nas excelentes animações, nos efeitos visuais e desenho de inimigos. Todo o conjunto artístico parece ter sido uma evolução de lindos títulos em flash, famosos em meados de 1990 e que apaixonaram tantos jogadores.

Os mesmos detalhes não são bem transferidos para o desenho dos níveis. Salvo a fase do esgoto, a maioria peca em repetições que apenas preenchem o que ficaria vazio na fase, e não acrescentam muito à experiência daquele universo. Em contrapartida, os efeitos sonoros seguem o estilo 16 bits, e as trilhas sonoras são belas composições, que prestam, de maneira bela, uma homenagem aos clássicos dos consoles noventistas.

RESGATE Nimble quest consegue ser um game único por apostar em uma mecânica e um gênero simples na indústria. Mesmo que obsoleta, a estratégia de conciliar a jogabilidade de quatro movimentos clássicos da cobrinha casa muito bem com os elementos RPG, e parece, mais do que tudo, contribuir para uma evolução dessa mecânica. Isso é notável em partes nas quais a tela está cheia de inimigos, e cabe a você e à sua habilidade desviar deles.

Mesmo assim, em certos momentos, a continuidade do game parece travar quando quantidades exorbitantes de pedras preciosas são necessárias para desbloquear as últimas evoluções do seu personagem. Por mais que pareça que os desenvolvedores possam ter deixado de prestar a atenção neste aspecto, também há a possibilidade de comprar essas pedras com dinheiro do mundo real – o que não aparenta ser tanta ingenuidade assim na produção.

Ignorando esses erros, que acabam frustrando o jogador, Nimble quest é uma excelente mostra de que, mesmo no resgate de fórmulas usadas em tantos outros jogos, é possível esbanjar criatividade em uma execução simples e bonita.

 

Jogabilidade: 2,5

Entretenimento: 1,5

Gráficos: 2

Som: 2

Nota final: 8

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