Grifes mineiras PatBo e GIG Couture arrasam no SPFW

No segundo dia de desfiles da Semana de Moda de São Paulo, as grifes mineiras se destacaram com apostas na moda streetwear e no tricô chic

NELSON ALMEIDA/AFP
Gig Couture (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
Na moda hoje há uma vertente de marcas investindo no chamado daywear. Trata-se, na prática, de roupas para enfrentar o dia a dia. Nos desfiles de ontem, a maioria das grifes apostou na funcionalidade. Mas houve espaço para o brilho também. Os desfiles da Lolitta e da mineira GIG Couture, por exemplo, exibiram tricôs com fios metálicos em saias e vestidos mídis, casacos esportivos e até mesmo na alfaiataria (bem cortada, por sinal). Um luxo para meninas que querem chamar a atenção 24 horas por dia.  

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PatBo (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)

Blogueiras musas do streetwear, como Camila Coelho e Thássia Naves, foram atrações à parte no evento. Lolitta Hannud, da Lolitta, e Patricia Bonaldi, da mineirinha PatBo, duas estilistas jovens e influentes nas redes sociais, reuniram uma plateia de milleniuns e it-girls (versões 2.0 das antigas patricinhas). A blogueira Helena Bordon, inclusive, assinou uma coleção cápsula para PatBo e participou como modelo do desfile. 

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PatBo (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
 

 
Maturidade

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Ellus (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)

Chegar são e salvo aos 45 anos de vida não é para qualquer negócio no Brasil. Muito menos, na área da moda. Por isso, o desfile da Ellus em comemoração às suas quatro décadas e meia de história foi, sem dúvida, o ponto alto entre as apresentações de terça, 14, da Fashion Week. A energia da celebração tomou conta da Bienal em um desfile longo, com 75 looks e modelos estrelados, alguns deles famosos nos anos 1990 e 2000, como Mariana Weickert, 35 anos, Luciana Curtis, 40, e Jorge Gelati, 52. A trilha sonora vigorosa mixava lendas do rock (de Queen a David Bowie).

 

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Ellus (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
Na passarela, clássicos da marca focada desde sempre no jeanswear, no couro e na alfaiataria indie, ganharam modernidade com o frescor do styling. Tudo tinha uma vibração levemente transgressora, um toque hardcore suave, podemos dizer. Um casal entrou sem camisa, a menina fumava um cigarro. Uma outra modelo conduzia um dobermann (fazendo alusão às imagens do fotógrafo alemão Helmut Newton).

 

Algumas delas usavam coleiras, com looks pretos fetichistas (outra característica da marca). Coturnos e botas pesadas davam o toque urbano. Enfim, uma moda real, com um tom impertinente e provocativo de tempos menos politicamente corretos.

 

 Seguindo a mesma cartilha urbana, o estilista Vitorino Campos apresentou sua coleção em uma galeria nos Jardins, no início do dia. O desfile trouxe vertentes diferentes dos fervilhantes anos 1980, ao lado da calmaria minimalista dos 90. Dessa união de estéticas antagônicas surgiram roupas contemporâneas permeadas pelo sportswear. Até a alfaiataria usou do colissê (cordão que, ao ser puxado, cria um franzido e dá uma nova forma à roupa) para atualizar o corte clássico do blazer, além dos vestidos e das saias que também contaram com o recurso. O xadrez com alto contraste, em tons predominantes de amarelo e vermelho, remetiam ao estilo grunge.

 

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Lino Villaventura (foto: NELSON ALMEIDA/AFP)
 

 

Novata na semana de moda, a estilista Flavia Rotondo trouxe uma linha de jeans delavê, camisas de algodão amplas com camadas de babados, tricôs cheios de pompons volumosos e saias assimétricas Sua marca 2DNM, fundada em 2012, fez uma apresentação enxuta, com poucos looks. Mas tudo tinha impacto e era bem fotogênico. Uma roupa de efeito, boa para atrair likes no Instagram.

 

 



 

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