Casa de leilão venderá cartas de Albert Einstein

Cinco cartas escritas pelo físico nos anos 1950 estarão disponíveis na próxima semana

por AFP - Agence France-Presse 13/06/2017 18:56
AFP
Cientista fala sobre estudos e crenças em textos (foto: AFP)
Cartas de Albert Einstein nas quais o cientista compartilha com seus colegas reflexões sobre Física, Deus e Israel nos anos 1950 serão leiloadas em Jerusalém no próximo dia 20 de junho. A casa de leilões israelense Winners oferece em seu site uma descrição das cinco cartas escritas em inglês entre 1951 e 1954, avaliadas em seu conjunto entre 31 mil e 46 mil dólares.

Em uma delas, enviada em 1951 ao físico David Bohm, Einstein aborda o vínculo estabelecido por ele entre a teoria quântica e a da relatividade. "Devo confessar que não estou em condições de adivinhar como poderia alcançar tal unificação, escreveu. Em uma carta de 1954 dirigida a Bohm, que na época vivia em São Paulo, Einstein mostra sua empatia diante das dificuldades vividas por seu amigo com um complexo trabalho teórico. "Se Deus criou o mundo, sua maior preocupação não era facilitar para nós a sua compreensão. O sinto claramente há 50 anos", assegurava.

A Winners indicou que as cartas faziam parte do patrimônio da falecida viúva de Bohm. Outra carta de 1954 se refere à possibilidade de Bohm se instalar em Israel, que havia sido fundado seis anos antes. Einstein, que recusou uma oferta para se tornar o presidente do novo país, considerava que não era um bom momento para seu amigo tomar essa decisão. "Israel é intelectualmente vivo e interessante, mas tem possibilidades muito reduzidas e viajar com a intenção de abandonar o país na primeira ocasião seria lamentável", opinou.

Bohm ocupou em 1955 o posto de professor convidado do Instituto Tecnológico de Israel, em Haifa, mas dois anos depois se mudou para a Inglaterra, onde trabalhou nas Universidades de Londres e de Bristol, segundo o site da Winners. Einstein era representante não residente da Universidade Hebraica de Jerusalém quando morreu, em 1955. Deixou para essa instituição os seus arquivos, a maior coleção do mundo de seus documentos.

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