Fotógrafo brasileiro Mauricio Lima ganha Prêmio Pulitzer por cobertura sobre refugiados

Anúncio foi feito hoje, durante cerimônia na Universidade de Columbia, nos Estados Unidos. Premiação foi compartilhada com equipe da agência Thomson Reuters

por AFP 18/04/2016 17:45

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Mauricio Lima/AFP Photo
Soldados norte-americanos conversam com cidadão iraquiano em Mosul, no Iraque, um dos países visitados por Mauricio Lima durante a cobertura sobre refugiados (foto: Mauricio Lima/AFP Photo)
O fotógrafo brasileiro Mauricio Lima, do jornal The New York Times, ganhou nesta segunda-feira, juntamente com outros três colegas, o Prêmio Pulitzer 2016 na categoria de fotografia de notícias por sua cobertura sobre a crise dos refugiados, anunciaram os organizadores. Os Prêmios Pulitzer, dos mais prestigiosos do jornalismo e da literatura, são entregues desde 1917. O anúncio foi feito durante uma cerimônia na Universidade de Columbia, em Nova York.

Lima, de 40 anos, que trabalhou como fotógrafo da Agence France-Presse (AFP), foi premiado juntamente com seus colegas Sergey Ponomarev, Tyler Hicks e Daniel Etter, também do New York Times, pela cobertura da crise dos refugiados da Síria, do Iraque e do Afeganistão, que fogem dos conflitos e da violência em seus países rumo à Europa. O prêmio foi compartilhado com a equipe da agência Thomson Reuters, contemplado pelo trabalho sobre o mesmo tema.

Junto à crise dos refugiados, a edição de 2016 dos Pulitzer premiou o trabalho de jornalistas e fotógrafos na cobertura dos conflitos no Afeganistão e na Síria e o surgimento do grupo extremista Estado Islâmico (EI), além de temáticas americanas de alcance internacional. Alissa Rubin, também do New York Times, obteve o prêmio de cobertura internacional por seus artigos sobre mulheres afegãs.

O jornal Los Angeles Times venceu na categoria notícias por sua cobertura do massacre de San Bernardino (Califórnia), onde Syed Farook e sua esposa, Tashfeen Malik, assassinaram 14 pessoas em 2 de dezembro passado, antes de serem mortos pela polícia. O prêmio ao livro de não ficção foi para Joby Warrick por 'Black Flags: The Rise of ISIS' ('Bandeiras negras: a ascensão do EI'), sobre a situação no Iraque e o crescimento do grupo extremista.

A agência de notícias americana Associated Press (AP) foi premiada pelo jornalismo de serviço público, ao investigar os abusos trabalhistas vinculados ao abastecimento de mariscos em seu país, o que levou à libertação de 2.000 escravos. Na categoria cobertura nacional nos Estados Unidos, o prêmio foi para a equipe do jornal The Washington Post por seu trabalho sobre a frequência e porque a polícia mata.

À margem das categorias de imprensa, o prêmio Pulitzer de ficção foi concedido ao vietnamita-americano Viet Thanh Nguyen pelo romance 'The Sympathizer'. O prêmio à melhor peça de teatro foi para o nova-iorquino filho de porto-riquenhos Lin-Manuel Miranda por "Hamilton", sobre um dos pais fundadores dos Estados Unidos.

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