Silvia Machete realiza um musical sobre si mesma com pitadas de ficção e improviso

'Mondo Machete' tem sessões hoje e amanhã em Belo Horizonte

por Carolina Braga 16/04/2016 08:00

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MURILO MEIRELLES/DIVULGAÇÃO
(foto: MURILO MEIRELLES/DIVULGAÇÃO)
Pode acontecer qualquer coisa no Mondo Machete. Quem garante é a própria Silvia Machete, cantora, compositora, artista do palco e da rua que traz ao teatro Sesiminas, hoje e amanhã, seu novo espetáculo. Se irreverência é palavra de ordem na carreira dela, Silvia garante que desta vez acrescenta elementos que vão além do bambolê ou de versões muito originais para clássicos da música mundial.

“Tudo é novo”, afirma. Mondo Machete se diz o primeiro musical sobre uma cantora ainda viva, muito embora Silvia conte com a ajuda de personagens. Além dela mesma, interpreta uma ex-espiã em Cuba, ex-namorada de Elvis Presley e ex-prisioneira de Alcatraz em meio a 20 canções e dez trocas de figurinos. “É uma loucura”, comenta.

Em Mondo Machete a atriz se dedica pela primeira vez a apresentar um espetáculo com personagens e uma dramaturgia predeterminadas. A direção é de César Augusto, integrante da carioca Cia dos Atores. Silvia Machete fez teatro de rua durante muitos anos no exterior. Ao retornar ao Brasil, há dez anos, tornou-se cantora profissional. Tem quatro álbuns gravados. Todos os seus shows tiveram elementos cênicos.

O texto da peça reúne episódios reais da vida da artista e outros ficcionais. “Não é um musical tradicional. Nem sei mais o que é. As músicas não são longas, há trechos que aparecem e somem. É uma dinâmica legal. Sou totalmente contra fazer coisas longas. Gosto das coisas que deixam vontade de ‘quero mais’”, descreve.

CARECAS

Mondo Machete tem 1h15 de duração. Além de Silvia atuar e cantar, conta com o apoio da banda Os Carecas de Saber, formada por Fabiano Krieger (guitarra), Thiago di Sabbato (baixo), Danilo Andrade (teclado), João di Sabbato (bateria) e os artistas convidados Fabiano Lacombe e Thadeu Matos na contracena. Fazem parte do repertório tanto canções gravadas em álbuns anteriores, como Toda bêbada canta e Extravaganza, como standards do calibre de My favorite things, de John Coltrane, e Bang bang, de Nancy Sinatra.

“Minha relação com os músicos é muito honesta e, por isso, o público se identifica. Tenho a impressão de que conheço cada uma das pessoas e aí vira uma coisa mútua. Eu me emociono”, conta a artista. Segundo ela, apesar de instrumentistas, os integrantes da banda se assumiram como performers. “Não é uma banda comum. Eles são muito expressivos, divertidos e compraram minha vontade de fazer.”

Para Silvia, Mondo Machete é um entretenimento muito inteligente, porque é para todo mundo, independentemente do nível de escolaridade ou background cultural do público. “É obvio que o mundo hoje quer classificar, e isso pode ser prejudicial para o artista. Não dou o braço a torcer”, avisa a defensora da arte para todos.

Mondo Machete, com Silvia Machete
Hoje, às 20h, e amanhã, às 19h. Teatro Sesiminas. Rua Padre Marinho, 60, Santa Efigênia. R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia).

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