Há 40 anos morria Agatha Christie, escritora que vendeu 1 bilhão de livros

Obras da Rainha do Crime nunca saíram de moda; sua popularidade atemporal comprova força do gênero de mistério e suspense

por Agência Estado 12/01/2016 19:47

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Quando a minissérie baseada no livro E não sobrou nenhum, de Agatha Christie, estreou na BBC, nada menos que 6 milhões de britânicos (10% da população) assistiram atentamente ao primeiro dos três capítulos. Era final de 2015 e a obra já estava nas livrarias havia 76 anos. Este é apenas um dos exemplos que comprovam a vitalidade da Rainha do Crime, morta aos 85 há exatos 40 anos.

Naquele 12 de janeiro de 1976, Agatha Christie acumulava a impressionante marca de 300 milhões de exemplares comercializados em 100 países. De lá para cá, sua popularidade só cresceu. Não passa ano sem que uma nova edição de seus livros — foram 66 policiais, 14 de contos, além de romances e peças — volte às livrarias. Hoje, segundo dados oficiais, a conta está em mais de 1 bilhão de exemplares comercializados em mais de 400 línguas.
AFP PHOTO/Arquivo
(foto: AFP PHOTO/Arquivo)
Para 2016, a L&PM, que já tem em catálogo 77 obras da autora na versão de bolso (sem contar os outros formatos), prepara o lançamento e relançamento de mais 8 títulos. Saem em pocket: O caso do Hotel Bertram, Treze à mesa, O segredo de Chimneys, Morte na Rua Hickory, Akhnaton, Testemunha de acusação e outras peças, O misterioso Sr. Quin e A mina de ouro e outras histórias — os dois últimos, de contos.

Os best-sellers da editora gaúcha são Noite das bruxas, O mistério do Trem Azul e Um passe de mágica. Os clássicos Morte no Nilo e Assassinato no Expresso Oriente também têm bom desempenho.

 

A L&PM não é a única a publicar os livros de Agatha Christie no Brasil. Há títulos no catálogo da Globo — entre eles, o que deu origem à minissérie da BBC e que foi escolhido por seus fãs como o melhor de todos os tempos (ela, no entanto, preferia A casa torta e Punição para a inocência e dizia que Assassinato no Expresso Oriente foi o pior que escreveu). E também no catálogo da HarperCollins Brasil, que vem reunindo seus volumes em caixas.

 

Agatha Christie vende muito, e há muito tempo. Mas seus editores e herdeiros queriam mais. Em 2013, eles escolheram a inglesa Sophie Hannah para escrever uma nova história para o célebre detetive belga Hercule Poirot e, em 2015, foi lançado, mundialmente, Os crimes do monograma.

 

Na capa, a autoria aparece como: Agatha Christie por Sophie Hannah. Poucos meses depois, na Feira do Livro de Frankfurt, a HarperCollins anunciou uma segunda encomenda à herdeira da Rainha do Crime. O caixão fechado está previsto para sair nos Estados Unidos e Reino Unido em setembro.

Dama do Império Britânico, eterna Rainha do Crime. Agatha Christie nasceu em 15 de setembro de 1890, foi voluntária nas duas grandes guerras, quando conheceu tudo sobre venenos — conhecimento que usaria em suas obras. Desapareceu misteriosamente nos anos 1920. A obra de Agatha Christie fez sucesso também nos cinemas e nos palcos. Sua última aparição pública, inclusive, foi na pré-estreia do filme Assassinato no Expresso Oriente, em 1974.

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