Palácio das Artes divulga programação de 2016

Orçamento da casa aumentou R$ 5 milhões, o que garantirá agenda dos corpos artísticos da Fundação Clóvis Salgado.

11/12/2015 12:33

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Netun Lima
Primeirapessoadoplural é a nova montagem da Cia de Dança Palácio das Artes (foto: Netun Lima)
O presidente da Fundação Clóvis Salgado (FCS), Augusto Nunes-Filho, desconfia que a dança não tem público expressivo em Belo Horizonte. Por isso, o novo espetáculo da Cia. de Dança Palácio das Artes fará apenas duas apresentações a cada dois meses. Primeirapessoadoplural estreia neste fim de semana, com sessões sábado, às 20h30, e domingo, às 19h, com ingressos a R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia).

O espetáculo marca a volta do grupo ao palco do Grande Teatro, depois de temporada focada em experimentações performáticas em outros espaços da capital. A direção de Primeirapessoadoplural foi compartilhada por Jorge Garcia e Tuca Pinheiro.

Esta semana, o gestor da FCS divulgou a programação dos corpos artísticos no ano que vem. Para a Cia. de Dança estão previstas participações em óperas, circulação por outras capitais e interior, além de apresentações periódicas em BH. “A gente pode contar quantos são os grupos que fazem temporada grande. Dança contemporânea não consegue a quantidade de público que a ópera atrai”, confirma Cristiano Reis, diretor artístico da Cia. de Dança.

Por aí, entende-se o reforço que a agenda erudita terá em 2016. A Orquestra Sinfônica de Minas Gerais começará o ano com novo regente, o maestro Sílvio Viegas. Em março, participará do Festival Música de Trancoso, no Sul da Bahia. A temporada lírica do Palácio das Artes começa em 29 e 30 de março, com a apresentação de Requiem, de Verdi, com Coral Lírico, a soprano Eliane Coelho e os solistas Ana Lucia Benedetti, Paulo Mandarino e Sávio Sperandio.

Leandro Couri
Augusto Nunes-Filho presidente da Fundação Clóvis Salgado (foto: Leandro Couri)
Augusto Nunes-Filho afirmou que o planejamento prévio da programação é importante para os artistas. “Isso é inédito aqui dentro”, ressaltou. O calendário da Fundação Clóvis Salgado traz os dois semestres "espelhados". Ou seja: em fevereiro e agosto, o Grande Teatro será ocupado pela Cia. de Dança. Em abril e setembro, destacam-se projetos da Sinfônica, entre eles o Sinfônica Pop. Para maio e novembro estão previstos concertos no Parque Municipal e as óperas. Foram anunciadas Romeu e Julieta, de Charles Gounod, com direção de Jorge Takla, e O guarani, de Carlos Gomes, com direção de Sílvio Viegas.

Em julho, as dependências da Fundação Clóvis Salgado serão ocupadas pela segunda edição do Inverno das Artes. Guimarães Rosa deve ser o escritor homenageado. Entre as atrações, é negociada a participação da cantora Simone Mazzer e do compositor Tom Zé. Na área das artes visuais, Augusto Nunes-Filho informou que serão lançados editais para ocupação dos espaços da FCS.

De acordo com o gestor, cerca de 80% da programação será realizada com recursos do Tesouro estadual. Em 2015, quando assumiu a Fundação Clóvis Salgado, Augusto Nunes-Filho se surpreendeu com a dificuldade financeira enfrentada pela instituição. Segundo ele, este foi um ano de ajustes. Graças à negociação com a Secretaria de Planejamento, o orçamento da FCS aumentou de R$ 2 milhões para R$ 7 milhões, informou Gilvan Rodrigues, diretor de Relações Institucionais da FCS. 

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