Festival de História de Diamantina se consolida no calendário de festas literárias do país

Tudo indica que, na próxima edição, em 2017, o fHist terá novamente uma versão fora do país. Este ano, ele foi realizado na cidade portuguesa de Braga

por Ana Clara Brant 12/10/2015 11:30

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Pedro Miranda/Divulgação
Mesas de debate mobilizaram especialistas, turistas e diamantinenses (foto: Pedro Miranda/Divulgação)
Mais enxuta e mais madura, com participação espontânea e efetiva dos diamantinenses. Assim pode ser resumida a terceira edição do Festival de História de Diamantina (fHist), encerrado ontem na cidade histórica mineira, no Vale do Jequitinhonha.


Para o jornalista Américo Antunes, coordenador do evento, o fHist está consolidado e integrado definitivamente ao calendário das festas literárias no Brasil tanto do ponto de vista de organização quanto de infraestrutura. “A quantidade de mesas de discussão diminuiu em relação aos anos anteriores, pois era muita informação. O formato mais concentrado e enxuto fez com que as pessoas aproveitassem melhor os debates”, ressalta.

Por outro lado, Diamantina incorporou sua própria agenda ao evento. O público pôde participar da Festa do Rosário, a vesperata ganhou edição especial e o Conservatório Lobo de Mesquita montou agenda paralela. A missa dos quilombos, na sexta-feira, foi emocionante, relembrando clássicos do cancioneiro de Milton Nascimento e Fernando Brant como Pai grande e Comunhão.

“A cidade vestiu a camisa do fHist, oferecendo atrações de qualidade. Sem contar que o Mercado Velho se tornou um ponto de referência, com lançamento de livros, performances, teatro e shows com entrada franca. O Festival de História de Diamantina fincou sua bandeira como um dos principais eventos culturais de Minas e do Brasil”, enfatiza.

EXTERIOR Tudo indica que, na próxima edição, em 2017, o fHist terá novamente uma versão fora do país. Este ano, ele foi realizado na cidade portuguesa de Braga. Além de Diamantina, o evento pode chegar à África. “A temática deste 2015 – diálogos oceânicos – não se esgotou. Ela continua no horizonte como uma linha de estreitamento da relação entre o Brasil e os países de língua portuguesa. A questão africana vai ganhar mais força na próxima edição, e creio que vamos realizar um fHist em Portugal ou mesmo na África”, revela Antunes.

Se depender do professor Miguel Sopas de Melo Bandeira, doutor em geografia humana pelas universidades de Coimbra e do Minho e vereador da Câmara Municipal de Braga, o fHist tem tudo para vingar no além-mar. “Este ano, foi algo experimental e com aceitação bem grande. Permitiu-nos saber sobre a história do Brasil contemporâneo, muito pouco conhecida em Portugal. De nossa parte, há todo interesse em realizar o evento novamente. O festival é, de fato, uma ideia extraordinária, com caráter inovador. Ele integra o mundo acadêmico da investigação histórica e figuras de criatividade artística, assim como o universo das mídias, proporcionando a divulgação de conhecimento global”, comenta.

Pela primeira vez no Brasil, Miguel de Melo Bandeira ficou encantado com Diamantina. O vereador se disse comovido com a semelhança da arquitetura, dos costumes e da culinária brasileira e portuguesa. “O que me impressionou aqui é que, ao contrário de Braga, há um conjunto arquitetônico, enquanto na minha terra as coisas são mais espalhadas, a gente vê um palácio ali, uma igreja acolá. Em Diamantina, sinto como se estivesse em um cenário de cinema”, conclui.

Escola das artesFernando Brant
Na Praça Dr. Prado, em Diamantina, onde foi realizada a maioria das atividades do fHist, será inaugurado em breve um espaço dedicado à cultura. Por meio da parceria entre a prefeitura e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vem sendo restaurado o casarão que receberá a Escola das Artes Fernando Brant, com cursos de música, teatro e  outras atividades.

A repórter viajou a convite do fHist

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