Festival de História de Diamantina começa com passeio pela trajetória da música brasileira

A ligação intensa entre música e política foi abordada pelo jornalista, escritor e ex-ministro Franklin Martins na conferência de abertura

por Ana Clara Brant 08/10/2015 22:31

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Ana Clara Brant/EM/DA Press
Franklin Martins falou sobre sua obra em que conta a trajetória do país através das canções (foto: Ana Clara Brant/EM/DA Press)

Uma viagem por 100 anos da história do Brasil através da música marcou na noite desta quinta-feira o início da 3ª edição do Festival de História de Diamantina (fHist). A conferência de abertura, As canções que vocês fez pra mim, com o jornalista, escritor e ex-ministro Franklin Martins e a historiadora e professora da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Heloísa Starling abordou a ligação intensa entre música e política. Antes de dar a palavra à Franklin, Heloísa comentou sobre a relação entre jornalistas e historiadores. "Estamos vivendo um momento de boa vizinhança entre eles e isso é muito interessante. Geralmente, jornalistas e historiadores têm conflitos, abordagens e métodos diferentes para se conhecer a nossa história, mas ambos buscam resgatar o passado e ampliar o conhecimento", destacou. Uma prova de que as duas profissões estão realmente em sintonia atualmente, segundo a pesquisadora, é justamente o livro que Franklin Martins lançou esse ano, a trilogia Quem foi que inventou o Brasil?. "Esta obra é ao mesmo tempo uma grande reportagem e uma pesquisa histórica impressionante", frisou Heloísa Starling, que ainda fez uma homenagem ao compositor Fernando Brant, criado em Diamantina, e que morreu em junho deste ano.

O jornalista e ex-ministro das Comunicação começou a conferência dizendo que, antes de mais nada, assim como seu livro não era sobre música, mas com música, a palestra seguiria o mesmo caminho. Com direito a trilha sonora, sobretudo focando nas canções criadas na época da chamada República Velha, Franklin salientou que após quase 20 anos de pesquisa para concluir este projeto, ficou impressionado em como todos os principais acontecimentos políticos do Brasil foram retratado através do cancioneiro. "E todas as composições tem um aspecto de crônica. E apesar de muita gente achar que hoje isso não existe, temos sim muitos artistas compondo sobre política. No rap, no funk, no samba reggae. Outro dia mesmo fizeram uma música sobre o mensalão, o Emicida compõs a respeito dessa relação entre as domésticas e as patroas e mais recentemente o Juca Chaves fez uma composição abordando o Lava Jato", exemplificou.

O Festival de História, que acontece na cidade histórica até domingo, dia 11, está oferecendo atividades como debates, mesas, shows, lançamentos de livros e oficinas. Confira a programação completa no site: www.festivaldehistoria.com.br

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