Com 24 horas de atrações, Virada Cultural de BH tem espetáculos para variados perfis

Em meio à extensa programação, o Estado de Minas selecionou opções para cinco estilos de público

por Ana Clara Brant 09/09/2015 09:00

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Ilustrações: lelis
(foto: Ilustrações: lelis)
Vai ter Sepultura e Molejo na Praça da Estação, Chitãozinho e Xororó às margens da Lagoa da Pampulha, Ivan Lins no Parque Municipal, Graveola e o Lixo Polifônico na Guaicurus, Otto convida Baby do Brasil e Baile do Simonal no Sesc Palladium e até apresentação de corais no Cemitério do Bonfim. A diversidade de gêneros e estilos musicais é mais uma vez a marca da Virada Cultural de Belo Horizonte, que ocorre das 19h do próximo sábado até as 19h de domingo (dia 13). As quase 600 atrações do evento espalham-se por 18 palcos, durante as 24 horas de programação – inteiramente gratuita.

MPB, samba, rock, metal, reggae, carimbó, jazz, sertanejo, eletrônico, choro, forró, blocos de carnaval, hip-hop e instrumental estão contemplados. Além da música, a programação compreende teatro, dança, circo, literatura, artes visuais, intervenções urbanas, manifestações da cultura popular, gastronomia e artes integradas, entre outras. Ou seja, há opções para gente de todas as tribos.

Um dos grupos mais esperados é o Sepultura, que tem raízes belo-horizontinas e pela primeira vez faz uma apresentação gratuita e a céu aberto na cidade onde nasceu. O baixista Paulo Xisto, único membro da formação original do Sepultura, diz que o interessante desse show é que ele deve reunir o público fiel da banda e gente que nunca viu o Sepultura ao vivo. “É uma mistura saudável. E proporciona a quem não teria condições de pagar para ver uma apresentação como essa a chance de estar lá”, afirma.

Rock, metal e hardcore estarão presentes no palco da Praça da Estação, a partir da 1h45 de domingo. Xisto, que já se apresentou em viradas culturais de outras cidades, como São Paulo, aprova o modelo da maratona. “A pessoa pode escolher o que quer ver, onde, qual estilo. É uma celebração da cultura em todos os aspectos.” O show previsto para BH é o de comemoração dos 30 anos de carreira, turnê que se iniciou no ano passado, no Music Hall, na capital mineira. “Ainda vamos rodar a América do Sul, o Reino Unido e a Escandinávia até dezembro”, conta.

Habitué da Virada Cultural paulistana, o cantor e compositor paraense Felipe Cordeiro diz que a fama da “concorrente mineira” já havia chegado a seus ouvidos e que está muito feliz em estrear na Virada de BH. “A dona Onete (cantora, compositora e poetisa do Pará) comentou comigo como gostou e ficou impressionada com a Virada aí. Quando surgiu essa oportunidade, fiquei muito satisfeito, porque, além de ser uma coisa que mobiliza a cidade inteira, adoro fazer show em Belo Horizonte”, diz.

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL Cordeiro, que vai se apresentar na madrugada de sábado para domingo no palco da Rua Guaicurus, no Centro, quer aproveitar o dia seguinte para curtir as demais atrações da programação. “Quem sabe até não subo no palco com alguma delas? Tenho uma ótima relação com o pessoal do Graveola, que também vai tocar na Guaicurus. Acho essa diversidade de artistas e bandas um dos aspectos mais importantes e legais do evento. Sem falar que show aberto, de graça tem outra energia”, avalia.

O paraense ganhou destaque com o álbum 'Kitsch pop cult' (2012), no qual, apropriando-se da estética kitsch, inverteu valores, provocou questões e divertiu o seu público, misturando a tradição popular musical do seu estado natal com a sonoridade contemporânea dos beats digitais da América Latina, como a cúmbia, reggae e bachata. Assim, Felipe Cordeiro se aproximou do “pop tropical”. Seu show deve focar não só nas canções do trabalho de estreia, como também no mais recente, o CD Se apaixone pela loucura do seu amor. “Ninguém pode reclamar. Entre todas essas 600 atrações, pelo menos uma vai te agradar. A variedade é imensa. Haverá também a Viradinha Cultural para a garotada, além de baile para a chamada terceira idade”, diz Leônidas Oliveira, presidente da Fundação Municipal de Cultura (FMC), que promove o evento.

ELETRÔNICA
Os fãs da música eletrônica também terão um espaço para chamar de seu. Uma espécie de pré-virada está prevista para a próxima sexta, das 22h às 8h, no Quarteirão Eletrônico, que no ano passado arrastou cerca de 120 mil pessoas à Savassi, ao som de 24 DJs que tocaram durante 24 horas sem intervalo. Nesta edição, o Quarteirão volta ao seu local de origem, embaixo do viaduto da Floresta, na Rua Aarão Reis.

3ª VIRADA CULTURAL DE BELO HORIZONTE
Das 19h do dia 12 de setembro (sábado) às 19h do dia 13 (domingo), em 18 palcos da cidade. Shows e atividades gratuitas. A programação completa, sujeita a alterações de datas e horários, pode ser acessada no endereço: www.viradaculturalbh.com.br


EU SOU COOL


Queen Quer Kombi – Beijo no seu Preconceito
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, às 21h do dia 12)
Leminskanções com Estrela Leminski
(Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, às 23h do dia 12)
Marcelo Veronez
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, à 0h30 do dia 13)
Felipe Cordeiro
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, às 2h do dia 13)
Rafael Martini Trio
(Praça da Savassi, às 16h30 do dia 13)
Otto convida Baby do Brasil
(Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, às 19h do dia 13)


MODERNINHO DESCOLADO


Iconili
(Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, às 19h do dia 12)
Kristoff Silva
(Praça da Savassi, às 20h20 do dia 12)
Baile do Simonal
(Sesc Palladium, Rua Rio de Janeiro, 1.046, às 21h do dia 12)
A Fase Rosa
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, às 16h do dia 13)
Graveola
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, às 19h do dia 13)


ORGULHO DE SER ROQUEIRO

Tianastácia
(Praça da Estação, às 21h do dia 12)
Metallica Cover
(Praça da Estação, às 22h30 do dia 12)
Eminence
(Praça da Estação, à 0h do dia 13)
Sepultura
(Praça da Estação, à 1h45 do dia 13)


MPB ENCONTRA O CLUBE DA ESQUINA


Homenagem a Fernando Brant
(Praça da Estação, às 19h do dia 12)
Raquel Coutinho
(Parque Municipal, às 21h do dia 12)
Marilton Borges
(Praça da Savassi, às 21h do dia 12)
Ivan Lins
(Parque Municipal, às 22h do dia 12)
Cobra Coral
(Parque Municipal, às 16h do dia 13)


BATE BATE O TAMBOR

Bateras de Minas
(Praça da Estação, às 8h do dia 13)
Tambor Mineiro
(Parque Municipal, às 12h do dia 13)
Me Beija que Eu Sou Pagodeiro
(Rua Guaicurus, próximo ao nº 648, às 13h do dia 13)
Djun
(Parque Municipal, às 14h30 do dia 13)
Berimbrown
(Praça da Estação, às 17h30 do dia 13)
Baianas Ozadas

(Embaixo do Viaduto de Santa Tereza, às 18h do dia 13. Lavagem da escadaria da Sulacap às 17h)

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