Rumos Itaú distribui R$ 15 milhões a projetos culturais na edição 2015/2016

Programa recebe inscrições somente via internet até dia 6 de novembro. Não só artistas, mas também agentes culturais acima de 16 anos podem participar

por Walter Sebastião 01/09/2015 07:53

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André Seiti/Divulgação
O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron (foto: André Seiti/Divulgação)

São Paulo - A edição 2015/16 do Rumos Itaú Cultural tem inscrições abertas a partir desta terça-feira (1º de setembro) até dia 6 de novembro, na página rumositaucultural.org.br. Podem participar todos os agentes culturais, a partir dos 16 anos, e não só artistas, das distintas áreas culturais.

Os selecionados terão até 36 meses para realizar o projeto inscrito. O orçamento para o programa cresceu de R$ 13,9 milhões para R$15 milhões.

A edição 2015/16 do Rumos terá três modalidades: Criação e Desenvolvimento (concepção e/ou desenvolvimento de projetos artísticos culturais); Documentação (organização e preservação de acervos relacionados à arte e à cultura brasileira) e Pesquisa (desenvolvimento de pesquisas de arte e cultura brasileira).

A novidade é a eliminação de teto mínimo e máximo no valor do projeto, ainda que este quesito tenha análise técnica detalhada. Todas as propostas serão analisadas por comissão de seleção, com apoio de equipe especializada em cada setor, “procurando qualidade de leitura” em todas as etapas.

 

 

“O desafio é mudar mesmo quando temos modelos bem-sucedidos”, disse Eduardo Saron, diretor do Itaú Cultural, na manhã de segunda (31/8), ao anunciar o lançamento do Rumos Itaú Cultural 2015/16. Os organizadores decidiram mudar o perfil do projeto em 2013, porque estavam interessados em conhecer o que a cena cultural esperava da iniciativa. O que costumavam ser mapeamentos de tendências e segmentos artísticos foi substituído por uma abordagem multimídia, definida a partir do material recebido via inscrição dos mais diversos agentes culturais.

A boa adesão ao formato (15 mil inscritos, de onde foram selecionados 101) fez com que a mesma estrutura seja mantida para a edição do biênio 2015/16. “Não estamos fazendo premiações, mas trabalhando junto com os agentes culturais”, afirmou Eduardo Saron. A mudança de perfil, explicou, responde ao desejo de corrigir “um vício”: “O artista procurando se enquadrar no proposto pela instituição quando o ideal é que a instituição ouça o produtor”.

Segundo o diretor do Itaú Cultural, 30% dos inscritos na edição 2013/14 eram pessoas que nunca haviam participado do edital antes. Os temas mais comuns nas propostas apresentadas na edição passada foram corpo, deslocamento, memória e arte no espaço público. Minas Gerais teve sete projetos selecionados na edição 2013/14.

O jornalista viajou a convite do Itaú Cultural

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