Zeca Baleiro renova parceria com a dança mineira

Disco produzido pelo músico em homenagem à escritora Hilda Hilst é escolhido como trilha sonora para novo espetáculo do grupo Primeiro Ato. Baleiro diz que a diretora Suely Machado é 'gênio da raça'

por Carolina Braga 21/08/2015 10:36

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Rama de Oliveira/Divulgação
(foto: Rama de Oliveira/Divulgação)
Zeca Baleiro não costuma revisitar álbuns recentes. Dos antigos, Ode descontínua e remota para flauta e oboóe. De Ariana para Dionísio é um que sempre está à mão. “Sempre tem um vagando perto de mim. Deixo no carro. Esse disco tem uma sonoridade que não cansa. Cada música é uma sonoridade diferente que eu curto”, afirma, a respeito do álbum escolhido como trilha sonora de Três luas, o novo espetáculo do grupo de dança mineiro Primeiro Ato.

É a segunda colaboração do cantor e compositor maranhense com a companhiaa. A primeira foi em 2007, na trilha sonora de 'Geraldas e avencas'. “Estou muito feliz de fazer essa parceria com a Suely Machado de novo. Acho que ela é uma figura de muito talento dentro da dança brasileira. Um gênio da raça mesmo”, elogia.

Zeca ainda não viu o ensaio, somente trechos gravados em vídeo. Como 'Ode descontínua ...' foi pensado como um disco adaptado da literatura, sua transformação ainda é algo que surpreende o idealizador do álbum.

“Sempre acho meio doido essa coisa de dançar com a canção. Achei meio maluco. A canção rouba muito a atenção”, ressalta. As dez faixas são adaptações dos poemas que compõem o livro Júbilo, memória, noviciado da paixão, publicado em 1974.

A própria Hilda Hilst ajudou Zeca Baleiro a escolher as intérpretes. Na primeira lista figuravam nomes como Marisa Monte, Nana Caymmi, Adriana Calcanhotto e Maria Bethânia, que de fato entrou no projeto. “Fiz contato com todas e quem não participou não foi por falta de convite ou vontade. Foi impossibilidade mesmo”, lembra o produtor.

Além de Bethânia, gravaram os poemas autobiográficos de Hilst, Rita Ribeiro, Verônica Sabino, Jussara Silveira, Ângela Ro Ro, Ná Ozzetti, Zélia Duncan, Olívia Byington, Mônica Salmaso e Ângela Maria. “Eu queria que tivesse alguém da geração da Hilda e essa pessoa foi a Ângela. Achei que ficou muito bonito”, diz Zeca Baleiro.

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