Carlos Carretero apresenta visão de mundo e críticas políticas em suas obras

Pintor espanhol que vive em BH desde 1971 tem seus trabalhos expostos no Espaço Cultural do Jornal Estado de Minas

por Estado de Minas 19/08/2015 09:10

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JAIR AMARAL/EM/D.A.PRESS
Individual de Carlos Carretero no Espaço Cultural do Estado de Minas. À esquerda, tela que foi pichada (foto: JAIR AMARAL/EM/D.A.PRESS)
Vai até a próxima sexta a exposição que o pintor Carlos Carretero realiza no Espaço Cultural Estado de Minas.  São aproximadamente 25 pinturas, de grande formato, realizadas entre 2013 e 2015, basicamente figuras e paisagens, que detalham sentimentos, visões de mundo e críticas políticas. Entre as telas há duas que foram alvo de pichação em janeiro passado e que o artista decidiu expor com as intervenções sofridas.

Com relação à recepção que tem tido por parte do público, ele destaca a empatia com as imagens e o fato de ter realizado vendas, “ainda que o mercado não esteja bom”.

Carretero nasceu na Espanha e vive em BH desde 1971. Apesar de ter começado a pintar na juventude, passou algum tempo longe das telas e pincéis. A partir de 1980, intensificou a convivência com o meio artístico. Se houve um momento em que a arte feita em Belo Horizonte tinha identidade, “até pelo fato de Guignard ter sido o mestre de muitos”, com o tempo, o caminho foi a abertura para diversas estéticas, avalia ele.

Ha duas décadas, a cidade tinha “outra dinâmica”, com mais convívio entre os artistas, afirma. “O que era bom para a arte.” Lembra-se de sábados, em galeria, onde se convivia com Inimá de Paula, Chanina, Álvaro Apocalypse, Haroldo Mattos, Fernando Pacheco, Carlos Wolney, Yara Tupinambá, entre outros. Ou de ateliê aberto, criado por Mari’Stella Tristão na Praça da Liberdade.

Tempos, diz Carretero, em que o mercado de arte era diferente. “Há 20 anos, a pessoa comprava o que gostava, a obra com a qual se identificava. Hoje, quem decide o que colocar na casa é o decorador. As pessoas estão mais dependentes da opinião de outros.” O resultado é a rarefação do gosto pessoal e a dificuldade para a arte que não se encaixa na decoração, observa.

Sobre artistas que admira, Carretero cita Carlos Bracher: “Identifico-me com o despojamento, a pincelada solta, a força das pinturas dele”.

Carlos Carretero
Exposição de pinturas. Espaço Cultural do Estado de Minas – Avenida Getúlio Vargas, 291. Das 10h às 19h. Até dia 21 de agosto. Entrada gratuita.

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