Criador da Galinha Pintadinha faz palestra em BH neste sábado

Marca é a 89ª mais licenciada do mundo e se prepara para ingressar no mercado asiático

por Mariana Peixoto 14/08/2015 10:15

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RICARDO DETTMER/DIVULGAÇÃO
Juliano Prado (E) e Marcos Luporini, criadores da Galinha Pintadinha, com a personagem (foto: RICARDO DETTMER/DIVULGAÇÃO)
A Galinha Pintadinha, quem diria, vai cacarejar em chinês. A ave azul e rechonchuda – um dos negócios de maior sucesso do país, recorde de visualizações no YouTube e campeã de licenciamentos –, depois de fincar pé na América Latina e nos Estados Unidos, vai para o outro lado do planeta.

Esse é um dos assuntos que Juliano Prado deve abordar amanhã, no Hotel Ouro Minas, durante o Fire 2015. Ao lado de outros nomes de ponta do empreendedorismo e marketing digital, o cocriador (com Marcos Luporini) da Galinha Pintadinha participa do primeiro dia do evento, que ocorrerá no sábado e no domingo. Realizado pela Hotmart, o Fire tem apoio do Estado de Minas e do portal Uai.

Administrador, Prado se reuniu com seu sócio, o publicitário Marcos Luporini, ambos de Campinas, para desenvolver, em meados da década passada, um produto de animação com conteúdo brasileiro. “Começamos a falar sobre isso em 2003 e era um projetinho a mais que tínhamos. Nosso principal objetivo na época era ter um produto, um DVD de animação”, diz Prado, de 44 anos.

Estado de Minas
(foto: Estado de Minas)
O produtinho despretensioso – grosso modo uma animação muito colorida, curta, acompanhada por uma música infantil, de domínio público – virou estrela do YouTube. O primeiro clipe, 'Galinha pintadinha', postado em 28 de dezembro de 2006, viralizou. Seis meses depois, o vídeo havia ultrapassado a marca de meio milhão de visualizações. “Quando fizemos o produto, pensamos nas crianças de até cinco anos. Mas, depois que jogamos na internet, percebemos que bebês de seis meses já se conectavam com ele”, afirma Prado.

Hoje, a Galinha Pintadinha tem quatro DVDs. Além das canções de domínio público, trabalhadas em arranjos atualizados por Luporini, foram introduzidos temas autoriais. O DVD mais recente tem 40% de canções próprias. Seiscentos produtos com a marca são comercializados no Brasil. Há ainda três espetáculos musicais – o quarto, 'Ovo de novo', estreia nas próximas semanas no Rio de Janeiro.

Disponível no Netflix, a Galinha foi incluída no catálogo dos EUA do portal de streaming, em espanhol e em inglês, há dois meses. Está presente ainda em vários países da América Latina. “Fechamos recentemente um contrato com uma consultora chinesa, que vai nos ajudar no trabalho de fazer a adaptação. Pensamos ainda em fazer versões em francês e em italiano”, anuncia. Entre os outros projetos em que a dupla está envolvida, estão um longa-metragem e uma série.

PALPITE Mais de um pai já disse que Prado e Luporini deveriam receber o Nobel da Paz, já que, sempre que ligam a 'Galinha Pintadinha', os filhos se calam e ficam mesmerizados pelos clipes. Prado tenta uma explicação para o sucesso. “Um palpite que tenho é que, como os vídeos são baseados no cancioneiro tradicional, estamos falando de músicas que atravessaram gerações. E os arranjos que o Marcos faz são mais pop, menos acústicos. Além disso, as animações são supersimples, estão na contramão da tendência do 3D.”

Prado e Luporini têm uma empresa, a Bromélia Produções, que cuida exclusivamente do negócio gerado pela Galinha Pintadinha. O escritório não tem mais de uma dúzia de funcionários. “Nosso modelo de negócio tem a ver com parceria. Acreditamos que cada um deva ficar no seu quadrado. Nosso papel é promover o conteúdo”, diz ele.
 
 
 
Além dos produtos encontrados no Brasil, a personagem já foi licenciada para outros países. Hoje, existem itens da Galinha Pintadinha no México, Argentina, Espanha, Peru, Colômbia e Chile. Nos EUA, por ora, só há uma loja virtual. Cada novo produto passa por um processo até ser aprovado. Uma marca de massa diminuiu a quantidade de sódio do produto para que seu macarrão ganhasse o selo da Galinha Pintadinha.

Prado tem filhos já crescidos. Mesmo mais novos, eles nunca foram cobaias dos produtos da 'Galinha Pintadinha'. “A gente lançou o produto de uma maneira simples, barata, em plena revolução digital. (Os primeiros vídeos) eram a nossa pesquisa de mercado. Então, só soubemos depois que tínhamos acertado com as crianças.”

Hoje, ainda que numa proporção infinitamente maior, acontece da mesma maneira. “Claro que mostramos novos conteúdos para a família, os sobrinhos, mas não é nada muito formal. Deixamos mesmo é para o público decidir. Não tem ciência”, afirma.

FIRE 2015
Encontro de empreendedorismo e marketing digital. Sábado e domingo, no Ouro Minas. Inscrições esgotadas.

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