Camilla Camargo, filha mais nova de Zezé, entra em cartaz em BH com a peça 'Caros ouvintes'

Atriz diz que conquistou espaço por esforço próprio e recebeu da família apenas "incentivo"

por Ana Clara Brant 14/08/2015 10:30

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PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO
(foto: PRISCILA PRADE/DIVULGAÇÃO)
Artista do clã dos “filhos de Francisco”, porém menos badalada e mais discreta que a irmã mais velha, Wanessa, Camilla Camargo cumpre minitemporada neste fim de semana em Belo Horizonte com o espetáculo 'Caros ouvintes'. Aos 29 anos de idade e dez de carreira como atriz, ela aproveita o que aprendeu na Faculdade de Rádio e TV para compor a personagem Leonor, uma cantora decadente.

“Na época, aprendi muito sobre a história do rádio, das rainhas Marlene, Emilinha e Ângela Maria. Agora estou retomando esses estudos, para ajudar na minha interpretação e para entender o contexto em que se passa a peça. Tenho ouvido muito todas elas e estou, sobretudo, apaixonada por Dalva de Oliveira”, diz Camilla, que também canta no palco.

A montagem original do espetáculo, uma comédia sobre personagens esquecidos da era do rádio com texto de Otávio Martins, estreou em São Paulo, no ano passado. Segundo a produção, foi vista por 60 mil pessoas. Faturou o Prêmio Shell de trilha sonora original (Ricardo Severo) e cenário (Marco Lima). Com cinco dos oito atores envolvidos em outros projetos, a peça reestreia com novo elenco.

Camilla entrou no lugar de Amanda Acosta, ex-integrante do Trem da Alegria que hoje é atriz de musicais. Completam o elenco Oscar Filho, Nany People, Natállia Rodrigues, Marcos Damigo, Eduardo Semerjian, Elam Lima e Ivo Müller. “É uma responsabilidade, porque é uma montagem que já tem uma trajetória de êxito, mas estamos com uma gana muito grande de fazer benfeito. O teatro é uma coisa viva. Não dá simplesmente para entrar e substituir alguém. Tem que dominar o personagem”, diz.

SANGUE

Apesar de acumular experiências na TV – participou das novelas Revelação (SBT/Alterosa), Em família (Globo) e do sitcom #Partiu shopping (Multishow) – e no cinema – com os filmes Totalmente inocentes, A brasileira e o inédito Travessia, em que faz par romântico com Caio Castro –, ela diz que é no palco que se sente mais em casa. Sobre a escolha da profissão, Camilla diz: “Está no sangue. Desde que me entendo por gente, escuto e respiro essas referências. Não teve jeito. Acaba ficando meio orgânico”.

A filha do meio de Zezé e Zilu conta que o pai referendou sua escolha. “Ele me aconselha a dar um passo de cada vez e sempre disse que é uma carreira complicada, instável. Mas nunca deixou de me apoiar.” Camilla conta que sempre foi muito cobrada por ter um pai tão famoso e diz que já ouviu comentários de que sua carreira se desenvolve não por mérito próprio. Mas garante não se incomodar. “Desde menina faço teatro. Se não estou trabalhando, estou estudando, fazendo cursos para me aperfeiçoar. A única coisa que recebi da minha família foi incentivo.”

Com irmãos, pais e tios constantemente em evidência, Camilla já conviveu com a exposição pública de rumorosos episódios familiares, como a separação de seus pais e a decisão da irmã, Wanessa Camargo, de processar o comediante Rafinha Bastos por danos morais, após uma piada que julgou ofensiva. “Não me incomoda ter nascido numa família assim. Desde muito nova, a gente aprende a lidar com isso. O importante é a relação que temos dentro da nossa casa e não o que vem de fora”, diz.

Caros ouvintes
Neste sábado, às 21h, e domingo, às 19h, no Grande Teatro do Palácio das Artes (Avenida Afonso Pena, 1.537, Centro). Ingressos: Plateia 1 e 2 – R$ 60 (inteira) e R$ 30 (meia); Plateia superior – R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia). Informações: (31) 3236-7400. Vendas: Bilheteria e ingresso.com

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