Cena de estupro revolta público no Reino Unido

por 02/07/2015 00:13

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A Royal Opera House de Londres defendeu ontem uma cena de Guilherme Tell que recria o estupro coletivo de uma mulher, depois que a encenação foi recebida com intensas vaias. A cena foi “indesculpavelmente desagradável”, afirma a crítica do jornal The Times, que aprovou as vaias e deu apenas uma estrela de quatro possíveis para o espetáculo.

A irritação dos espectadores durou mais de um minuto e obrigou a orquestra a interromper a música da ópera de Rossini. A crítica do jornal The Guardian descreveu a cena como “lascivamente voyeurística” e “completamente desnecessária”, enquanto o jornal The Telegraph destaca que “estava em flagrante contradição com o espírito da música”.

O diretor da Royal Opera House, Kasper Holten, defendeu a cena forte, mas decidiu fazer um alerta aos espectadores das próximas apresentações. “A produção inclui uma cena que coloca o foco na brutal realidade das mulheres violentadas em tempos de guerra”, afirma Holten em um comunicado. “Não há planos para mudar a encenação. De todos os modos, vamos adotar medidas para avisar a plateia sobre as cenas de violência sexual e nus”, completou.

A versão de Guilherme Tell da Royal Opera House tem como diretor o italiano Damiano Micheletto e como protagonista o barítono canadense Gerald Finley. O tenor americano John Osborn, que interpreta Arnold, disse que “talvez a cena tenha ido um pouco mais longe do que deveria”, mas defendeu seu teor.

“Mas se você não sentir a brutalidade, não sentir o sofrimento que as pessoas tiveram de enfrentar, se você quiser esconder isso, então (a encenação) se torna suave e própria para crianças.”

Essa não é a primeira vez que Micheletto enfrenta uma reação negativa. Em 2013, na estreia de sua montagem de Um baile de máscaras, em Milão, espectadores protestaram atirando folhetos ao palco, no fim do primeiro ato.

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