Cias de teatro e dança apostam em espetáculos variados para garantir saúde financeira dos grupos

'É só uma formalidade', do grupo Quatroloscinco, e 'Nowhereland, agora estamos aqui', do Coletivo Movasse, estão em cartaz neste fim de semana em Belo Horizonte

por Carolina Braga 26/06/2015 11:21

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RONALDO JANNOTTI/Divulgação
'É só uma formalidade', do grupo Quatroloscinco, entra em cartaz no Esquyna %u2013 Espaço Coletivo Teatral, neste fim de semana (foto: RONALDO JANNOTTI/Divulgação)
Às vezes são espetáculos feitos há mais de dez anos. Outros acabaram de nascer. Quando se fala em repertório, as companhias de teatro que fazem questão de mantê-los conseguem observar na prática o próprio desenvolvimento, mas não somente isso. Ter mais de uma peça no cardápio significa também possibilidade maior de sustentabilidade do grupo.

É assim que os integrantes do grupo Quatroloscinco – Teatro do Comum pensam. Este final de semana está em cartaz em Belo Horizonte a montagem 'É só uma formalidade'. Foi feita há sete anos e desde que estreou em sua versão de uma hora – nasceu como uma montagem de 15 minutos no Festival de Cenas Curtas – nunca parou de circular o Brasil.

Já a Catibrum Teatro de Bonecos tem 'O cavaleiro da triste' figura na estrada e na ponta da língua há 12 anos. “No nosso caso, principalmente por causa do meu nível crítico com os trabalhos, quando a gente percebe que o público gosta e principalmente quando nós temos prazer em fazer mantemos em repertório”, explica Lelo Silva.

Este ano, o grupo dedicado ao teatro de animação participa do projeto Palco Giratório com a peça 'O som e as cores'. “Ela dá um trabalho danado para montar. Mas vale a pena demais. Aí a gente mantém”, diz Lelo. A trupe já visitou 26 cidades em todo o Brasil e ainda faltam outras 12. São projetos como esse que tornam ainda mais relevante a manutenção de repertórios.

“Temos quatro espetáculos em repertório e a ideia é que todos estejam ativos. Por mais que alguns estejam sendo apresentados mais que outros fazemos isso como uma forma de ter mais opções de sustentabilidade”, afirma Marcos Coletta, integrante do Quatroloscinco. Segundo ele, a companhia tem pensado em se dedicar a projetos de diferentes formatos para que possam circular cada vez mais.

'É só uma formalidade', 'O outro lado' e 'Humor' tem elenco completo com os quatro atores fundadores do grupo, Coletta, Assis Benevenuto, Ítalo Laureano e Rejane Faria, 'Get out' é um solo de Assis e a próxima montagem batizada 'A origem da ignorância' será com dupla Rejane e Ítalo, com direção de Marcos e Benevenuto. “Existem festivais que comportam melhor determinado espetáculo e assim temos um leque maior de opções para oferecer”, completa Coletta.

Por mais que anualmente o Grupo Galpão estreie um novo espetáculo, o repertório permanece ativo. Atualmente são cinco montagens: 'De tempo somos' (2014), 'Os Gigantes da Montanha' (2013), 'Eclipse' (2011), 'Tio Vânia aos que vierem depois de nós' (2011) e 'Till, a saga de um herói torto' (2009). Grupos como Luna Lunera e Espanca! também mantém em circulação montagens mais atingas, como, respectivamente 'Aqueles dois' e 'Por Elise'.

Andreia Anhaia do Coletivo Movasse assume que se não fosse o repertório e a venda de espetáculos para projetos de circulação nacional seria impossível permanecer em atividade. “É o que está nos sustentando”, confessa. Atualmente a companhia de dança mantém 13 espetáculos no cardápio. E tem de tudo: solos, duos, montagens de improvisação e outros.
'Nowhereland, ainda estamos aqui' atualmente faz parte do Palco Giratório. Neste domingo volta ao cartaz de Belo Horizonte em apresentação no Sesc Palladium. A montagem, lançada na cidade no final de 2012, é uma das mais premiadas do Movasse. Ao lado de Playlist, a performance atualmente é uma das mais procuradas.

SERVIÇO


É só uma formalidade
Sexta e sábado, 20h30 e domingo, 19h. Esquyna – Espaço Coletivo Teatral. Rua Célia de Souza, 571. Bairro Floresta. R$20 (inteira) e R$10 (meia). Ingressos vendidos 1h30 antes do espetáculo.

Nowhereland, agora estamos aqui
Domingo, 19h. Grande Teatro do Sesc Palladium. Rua Rio de Janeiro, 1046, Centro. Entrada franca. Retirar os ingressos na bilheteria 2h antes do início do espetáculo.

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