Gabriel García Márquez: uma ano de saudades e homenagens

O escritor colombiano morreu há um ano, aos 87 anos de idade

por Correio Braziliense 17/04/2015 17:21

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AFP Photo/Ivan Garcia
(foto: AFP Photo/Ivan Garcia)
 Nesta sexta-feira (17/4), completa-se um ano que o criador dos Buéndia morreu. Se Úrsula, a matriarca, também não resistiu ao tempo, não seria diferente com Gabriel García Márquez, escritor e jornalista, que, em 17 de abril de 2014, abandonou o mundo dos vivo, mas deixou um legado de obras literárias que, assim como os personagens de Cem anos de solidão, serão eternas. 

Há um ano, Gabo se despedia, aos 87 anos, na Cidade do México - local em que o colombiano escolheu morar -, vítima das complicações de uma pneumonia. Ícone da literatura latino-americana, Gabriel García Márquez se dividiu entre dois ofícios (que, para muitos, são para lá de próximos): a literatura e o jornalismo. 

Como escritor ganhou o Prêmio Nobel de literatura em 1982. E, dentro de uma conturbada (politica e socialmente) América Latina, Gabriel García Márquez usou do realismo fantástico para explicar ao mundo a realidade de uma região que sofria, mas fundava uma identidade e um caráter. 

"Acredito que, particularmente em Cem anos de solidão, sou um escritor realista, porque creio que na América Latina tudo é possível, tudo é real. Creio que temos que trabalhar a investigação da linguagem e das formas de relato, para que a realidade latino-americana faça parte dos livros. Assumir nossa fantasia, que é uma forma de realidade, pode dar algo de novo à literatura mundial", comentou Gabo, sobre seu estilo.


A essa corrente, se juntaram nomes importantes da literatura da região, como Juan Rulfo, Pablo Neruda o Jorge Luis Borges. Desde a morte de Gabo, cerca de 500 mil exemplares dos livros do autor já foram vendidos. 

Se, na literatura, o fantástico e o real se misturavam de maneira tão clara, no jornalismo, Gabriel García Márquez mergulhou nas entranhas da América Latina. 

Ao longo da carreira, Gabo trabalho em jornais colombianos (por exemplo, o El Espectador). Foi, também, correspondente na Suíça, França, Itália, Polôniam Rússia e Ucrânia.


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