Obras apreendidas na Operação Lava-Jato ganham exposição em Curitiba

Museu Oscar Niemeyer apresenta quadros, fotografias e outras peças encontradas em poder de investigados pela Polícia Federal

15/04/2015 17:11

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MON/Divulgação
Acervo de obras apreendidas pela Justiça e resguardadas pelo MON inclui obra de Vik Muniz (foto: MON/Divulgação)
As obras apreendidas pela Polícia Federal na Operação Lava-Jato estão sendo expostas no Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba (PR), desde terça-feira, 14. O museu já recebeu três lotes de obras de maio de 2014 até março deste ano e abriga atualmente 203 peças. Quinze obras do primeiro lote já estão em exposição desde 17 de janeiro de 2015, junto com a coleção das últimas doações ao acervo do MON, na mostra 'Acervo MON - Aquisições 2013/2014'.

A direção do museu explica também que obras passam por uma quarentena para que os técnicos tenham certeza de que não há nenhuma contaminação por fungo ou bactéria, que podem deteriorar o acervo. As obras ainda passam por uma catalogação e, se necessário, são encaminhadas para restauro.

O terceiro lote entregue em março deste ano, com 139 obras, está passando por este procedimento padrão. Não existe, por enquanto, previsão de data para uma nova exposição deste último lote.

Conforme decisão judicial, o museu tem a guarda do material artístico até a decisão final das ações penais. Intitulada "Obras sob guarda do MON", e com 50 peças, esta será a segunda exposição relacionada à Operação. Segundo a direção do museu, a exposição reunirá 15 obras - do primeiro lote entregue ao MON - e mais 35 unidades pertencentes ao segundo lote.

Entre as obras, algumas delas que estavam em poder da doleira Nelma Kodama e do ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, estão três telas de Cícero Dias (1907-2003), a obra 'Roda de samba', do carioca Heitor dos Prazeres (1898-1966) e sete fotografias de Miguel Rio Branco.

Também há duas telas do paulista Sergio Sister, uma acrílica sobre madeira de Nelson Leirner, 'Homenagem a Mondrian', e mais dois trabalhos do artista Vik Muniz. Além de Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Aldemir Martins, Claudio Tozzi, Daniel Senise, Amilcar de Castro e Carlos Vergara.

As obras estão sob guarda do MON até decisão definitiva da Justiça Federal e ficarão em cartaz até o dia 12 de julho, na sala 2. Os ingressos custam R$6 e R$3 (meia-entrada) e o horário de visitação é de terça a domingo, das 10h às 18h.

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