Sebastião Nunes lança a editora Dubolso Digital para comercializar e-books

O editor e poeta prevê avanço do mercado digital nos próximos anos

por Ailton Magioli 03/04/2015 12:00

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Maria Tereza Correia/EM/D.A Press - 29/1/09
(foto: Maria Tereza Correia/EM/D.A Press - 29/1/09)
Veterano do mercado literário mineiro, no qual milita há quase meio século, o escritor Sebastião Nunes, depois de criar as editoras Dubolso, Dubolsinho e Aaatchim, lançou a Dubolso Digital para comercializar e-books com os textos publicados em formato tradicional.

“Tentaram forçar o livro digital, só que o formato ainda não emplacou. Acredito que isso vá ocorrer só daqui a cinco, 10 anos”, prevê. Nunes acabou de aderir ao projeto Nuvem de livros, que disponibiliza, via internet, títulos para empréstimo, inclusive aqueles lançados por sua empresa, que fica em Sabará.

“É como uma biblioteca. Você paga a taxa mensal ou anual e consegue baixar o texto com login e senha”, explica. Nos anos 1970, Tião Nunes iniciou-se no ramo como editor independente. “Sou muito intuitivo e personalista”, assume, contando que suspendeu as atividades da Dubolso porque se cansou de publicar literatura adulta. “Como trabalho com computador, acabei me encantando com os livros infantis e criei a Dubolso Digital”, lembra.

Até o início da década de 2000, ele publicou autores como Sérgio Sant’Anna, Glauco Mattoso, Carlos Ávila e Sérgio Fantini, além de seus próprios livros. No ano passado, Nunes criou editora virtual com o objetivo de ampliar o leque de leitores. O projeto visa tanto ao resgate digital de obras lançadas em tiragens restritas quanto a trazer ao país textos inéditos, como é o caso das fábulas do estadunidense Ambrose Bierce (1842-1914) traduzidas por Israel Jelin.

Bruno D’Abruzzo e Teresa Nunes, filha de Sebastião, são os parceiros do editor, que publica poesia, prosa e ensaios da “literatura contra a maré”, como ele gosta de dizer. Sebastião Nunes é adepto da tela e do formato tradicional. “Leio em tablet e no papel, cada qual com sua vantagem”, conta, admitindo “uma resistência tremenda” da sociedade à passagem do produto físico para o virtual.

Entre os benefícios do digital, ele aponta a comodidade e a chance de pesquisar palavras, nomes e temas, como se faz no Google. “Outra vantagem: você tem a seu dispor livros como Guerra e paz, de Leon Tolstói, que pode chegar a 1,2 mil páginas. O tablet é mais cômodo, pois aquelas 1 mil páginas estão em suas mãos, sem peso”, lembra.

Os projetos de Tião Nunes estão disponibilizados nos sites www.dubolsodigital.com.br e www.nuvemdelivros.com.br.

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