Pau de selfie e GoPro são companheiros em um passeio bacana por BH

Onda das câmeras portáteis ajuda a redescobrir tesouros da cidade

por Helvécio Carlos 03/04/2015 10:00

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Charles Torres/Divulgação
Cartão-postal de BH, a Praça Sete ganha novos ângulos sob as lentes de Charles Torres (foto: Charles Torres/Divulgação)
Quem disse que, aos 117 anos, Belo Horizonte não está enxuta? Pois ela é capaz de seduzir o olhar e as lentes das máquinas fotográficas. Basta um passeio pelo Centro, seus museus e alguns pontos pouco conhecidos para se surpreender com o charme de uma cidade que, apesar dos pesares, continua especial. O fotógrafo Charles Torres, de 28 anos, não se cansa de procurar imagens inspiradoras. O resultado de tanta admiração pode ser visto no site www.bhumafotopordia.com.br. Ali estão cerca de 900 imagens de um arquivo que conta com 25 mil fotografias.


“A Rua da Bahia é fascinante”, elogia o fotógrafo. “Mas as pessoas passam tão apressadas que não têm tempo de observar a beleza e diversidade arquitetônica daquela região”, ressalta. Apaixonado confesso pala capital mineira, Torres diz que uma das características que mais me chamam a sua atenção é que, mesmo sendo uma metrópole, BH tem características de cidade de interior. “Belo Horizonte é acolhedora”, garante.

Fotográfo profissional e professor em escola especializada, Charles Torres não faz segredo de sua técnica e equipamentos. “Uso uma máquina leve e pequena, que cabe na palma da mão ou no bolso. Meu equipamento profissional é muito grande e pesado. Chega a 10 quilos. Prefiro a GoPro, que oferece qualidade tão boa quantos as câmeras profissionais”, conta, explicando que esta é uma câmera de ação, criada para esportes de aventura e que já faz parte do dia a dia de quem curte fotografia. “Hoje, graças às redes sociais, a fotografia está democratizada. Ela não está mais distante das pessoas”, comemora.

A opinião de Charles é compartilhada com o produtor Marcelo Diogo, que não só acredita na democratização da fotografia como se vale das redes sociais para postar suas fotos – registros feitos tanto em Belo Horizonte quanto em passeios pela região metropolitana. Marcelo prefere as câmeras compactas, principalmente pela facilidade de uso. Além dela, o celular é um dispositivo que Marcelo não deixa de lado para registrar tudo o que vê. E, claro, já usou bastão para apoiar sua câmera compacta.

O famoso pau de selfie é o grande vilão dessa onda. Na Europa, o acessório está proibido. Em Belo Horizonte, o Museu Inimá de Paula não autoriza fotos com ele. Já o Museu de Artes e Ofícios libera o uso apenas no hall. Nas galerias, é proibido. No Palácio das Artes, fotos com ou sem pau de selfie, durante os espetáculos, não são permitidas. Já no Centro Cultural Banco do Brasil e no Memorial Minas Vale, a prática está liberada, mas há restrição para flashes e filmagens.

“O grande problema do pau de selfie é a falta de bom senso das pessoas”, critica o DJ Rodolfo Brito, também adepto às fotos com as câmeras compactas. Ele não usa o famigerado acessório. “Quando vou a um museu, levo a câmera na mão e faço as fotos normalmente. Se ficar bem, bem. Se não, fico sem.”

 

Charles Torres/divulgação
Céu, prédios e montanha se harmonizam em Belo Horizonte (foto: Charles Torres/divulgação)
A cidade vista de cima

 

Para quem está cansado de ver Belo Horizonte dos mesmos ângulos, Charles Torres oferece dicas que, além de serem legais para fotografias, funcionam também como uma opção de turismo. “São vários mirantes espalhados pela cidade e pela região metropolitana. O Parque das Mangabeiras, o mais conhecido, tem uma boa estrutura para visitação e oferece a vista mais conhecida da cidade”, diz, para em seguida citar o menos conhecido mirante Serra do Rola Moça.

A uma altitude de 1.400 metros, o mirante Serra do Rola Moça tem um diferencial, comparado ao das Mangabeiras. “Lá do alto você tem uma boa visão do lado oeste da cidade e é possível ver Betim e Contagem”, argumenta Charles Torres, que ainda cita um mirante menos conhecido de todos: o do Jardim Pirineus, na Região Leste. “O caminho é simples. Depois do Cemitério da Saudade, é só seguir pela entrada oposta ao Hospital da Baleia”, ensina.

 

A tecnologia ao alcance de todos

Rafael Alves

Muito antes de o pau de selfie virar febre entre os donos de smartphones e fazer a alegria de camelôs, as câmeras de ação já propagavam fotos e filmagens em alta resolução feitas com a ajuda desses bastões. Como o próprio nome deixa claro, essas máquinas foram criadas para esportistas registrarem cenas de ângulos nada convencionais, de maneira prática e que não comprometesse o desempenho.

Pequenas, algumas um pouco maiores do que uma caixa de fósforo, como a popular (quase sinônimo desse tipo de câmera) GoPro, esses equipamentos conquistaram rapidamente legiões de surfistas, esquiadores, paraquedistas e outros atletas radicais, profissionais ou não. Daí para serem usadas por esportistas de fim de semana e turistas interessados em boas imagens e pouco peso na bagagem foi um caminho natural.

Alternativas Atualmente, essas ferramentas são excelentes companheiras de viagem. Seja para aquelas férias na praia, seja para um passeio de fim de semana com a família, a praticidade no uso, a qualidade das imagens (em algumas é possível fazer filmes em 4K) e a possibilidade de registrar tudo de ângulos inusitados são argumentos suficientes para ter uma sempre ao lado.

A infinidade de acessórios das câmeras de ação permite ao turista pendurá-las, por exemplo, na alça da mochila, na bike, no vidro do carro ou simplesmente usá-las como uma máquina convencional em locais fechados. O sucesso e a demanda por novidades são tamanhos que fabricantes lançaram suportes especiais para crianças e até cães saírem por aí gravando imagens.

Outro atrativo são as caixas de proteção, que permitem mergulhar com o equipamento para não perder um segundo sequer da viagem. E para quem não dispensa aquela provocação básica com os amigos nas redes sociais, basta instalar aplicativos criados pelos fabricantes para publicar instantaneamente suas fotografias.

Se você registrou tudo em vídeo, com um pouco de paciência e software gratuito, também fornecido pelas empresas, é possível criar recordações dignas de comerciais de TV. Como os lançamentos de modelos de câmeras de ação têm crescido rapidamente, com versões chinesas “inspiradas” nas marcas mais famosas brotando em qualquer esquina, é bom pesquisar bastante qual o tipo mais adequado ao seu perfil e ao seu bolso.

 

 

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