Personagens femininos aparecem em destaque em novas histórias de HQs

Thor e MacGyver são protagonizados por mulheres, Agent Carter torna-se heróica mesmo sem poderes e Mulher-gato sai do armário

por Correio Braziliense 05/03/2015 09:34

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Reprodução/Marvel
(foto: Reprodução/Marvel)
Foi-se o tempo em que os quadrinhos de grande circulação eram “coisa de menino”. Essa é uma das mensagens que a Marvel Comics reforçou quando, no ano passado, anunciou que a próxima série de revistas do herói Thor, o Deus do trovão, seria protagonizada por uma mulher. Agora, a HQ com a nova heroína já está na sexta edição.

Nas grandes editoras, os heróis sempre foram, na maioria dos casos, interpretados por figuras masculinas. As poucas personagens femininas não tinham tanto apelo e figuravam como coadjuvantes nos quadrinhos. A produção e circulação dos HQs sempre tiveram uma concentração maior de homens, assim imaginavam as editoras e, por muito tempo, as mulheres ficaram à parte dos processos, sendo pouco reconhecidas como público e dentro do mercado.

Para Cris Peter, colorista de quadrinhos que já trabalhou na Marvel e na DC Comics, grande parte da mudança no cenário aconteceu em resposta à crise econômica nos EUA. “Pesquisas começaram a mostrar uma porcentagem alta de mulheres consumindo filmes baseados em quadrinhos”, explica. “Precisamos ter interesse de ler e a única maneira é quando nos sentirmos representadas nas páginas”. Quando o mercado percebeu a relevância do público, precisou criar estratégias para atraí-lo: “Para nos sentirmos representadas, precisamos mais do que somente uma protagonista, precisamos de uma personagem tridimensional e real”, justifica.

A equipe criativa de Thor recebeu uma série de críticas desde os burburinhos sobre a mudança. Na última edição do quadrinho, o escritor Jason Aaron causou polêmica quando colocou a heroína frente a frente com um vilão chamado Homem-Absorvente, que ironizou as próprias críticas recebidas pela revista, e ainda defendeu o movimento feminista: “Thor? Você está de brincadeira? Eu tenho que te chamar de Thor? Essas malditas feministas estão arruinando tudo”, disse o vilão.

Rebeca Puig, do blog Colant sem decote, acredita que o roteiro da revista soube trabalhar bem a questão de gênero, “expondo as dúvidas que a personagem tem quanto à sua capacidade, e que o mundo machista do Thor original impõe sobre ela”, argumenta.

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