BH ganha sua feira de artes visuais

Arte BH será realizada de 23 a 26 de maio, no Minascentro. Previsão é de que 30 galerias participem da iniciativa

por Walter Sebastião 15/02/2015 11:17

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Juarez Rodrigues/EM/D.A Press
Marco Túlio Resende diz que feiras de arte formam público, mas não o educam (foto: Juarez Rodrigues/EM/D.A Press )
Minas terá sua feira especializada em artes visuais. A Arte BH está marcada para 23 a 26 de maio, no Minascentro. “Vamos reunir o melhor da produção brasileira”, afirma Nilso Farias, da Stand Marketing Cultural, responsável pelo evento. Prevê-se a participação de 30 galerias, nove delas da capital: Celma Albuquerque, Minas Contemporânea, Ângela Martins, Manoel Macedo, Murilo de Castro, Lemos de Sá, Dotart, Quadrum e Orlando Lemos.
“BH precisa entrar no circuito brasileiro de grandes eventos dedicados às artes visuais, concentrados no Rio de Janeiro e São Paulo”, argumenta Nilso Farias. A feira deve custar “até R$ 5 milhões”, diz ele, planejando atrair cinco mil visitantes por dia para apreciar obras de arte moderna e contemporânea. “Se chegar perto disso, já estou feliz”, avisa.
A estratégia é dobrar o número de participantes em 2016, e, no ano seguinte, contar com galeristas internacionais. Nilso dedicou 50 de seus 72 anos à promoção de eventos nas áreas de artesanato, moda, informática e alimentação. De acordo com ele, um fator favorável à Arte BH é a expansão do mercado imobiliário de alto padrão formado por um público com alto poder aquisitivo, mas ainda distante das galerias. “A feira vai criar público para elas”, aposta Nilso, lembrando que Inhotim atraiu colecionadores do Brasil e do exterior para BH.

SUPERMERCADO “Feiras de arte não são algo que adoro, mas esse é um caminho sem volta em todo o mundo. Então, que Belo Horizonte faça a dela”, afirma o artista plástico Marco Túlio Resende. De um lado, explica, eventos do gênero deixam a sensação de supermercado, que oferece de tudo para todos os gostos. “A ênfase está mais no aspecto quantitativo que no qualitativo”, observa. Por outro lado, Resende admite: feiras popularizam obras, embora não eduquem para a arte. “Como os excessos serão filtrados com o tempo, é melhor termos uma feira em BH”, conclui.
Para o colecionador mineiro Delcir Costa, a Arte BH pode ter impacto no setor de aquisição. “Sem a vender obras, não há como o artista continuar o seu trabalho. Feira mexe muito com o desejo de compra”, diz. Ângela Martins, da AM Galeria, espera que se amplie o circuito da capital, ajudando a formar público. “Será a oportunidade de reunir uma diversidade enorme de artistas em local fantástico, com boa estrutura. É vendo que se aprende sobre arte”, garante.

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