Memória gráfica é tema de fórum em Diamantina

Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento reúne especialistas que se propõem a reafirmar a importância da cultura da escrita e do impresso

por e Walter Sebastião 10/12/2014 09:00

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Reprodução internet
O tipógrafo Paula Brito ganha homenagem (foto: Reprodução internet)
Nesta quarta e quinta, o Fórum Patrimônio Gráfico em Movimento reúne especialistas em Diamantina, no Vale do Jequitinhonha. Profissionais se propõem a reafirmar a importância da cultura da escrita e do impresso. Ana Utsch, organizadora do evento em parceria com Sônia Queiroz, explica que a ideia é chamar a atenção para a necessidade de valorizar produtos, equipamentos e saberes que, ao longo dos séculos, deram origem a acervos bibliográficos e documentais


“Temos visto fontes que constituíram a nossa cultura gráfica vendidas ao ferro-velho”, protesta Ana Utsch, referindo-se a antigas impressoras tipográficas. De acordo com ela, esses equipamentos poderiam estar funcionando a serviço de projetos culturais, em espaços de memória. Assim, eles mostrariam, “de forma viva”, o momento essencial da história da humanidade que desaguou nos modernos computadores. Trabalho nesse sentido foi realizado em Diamantina com as restauradas impressoras do jornal Pão de Santo Antônio, objeto de análise dos pesquisadores Tânia Regina de Lucca e James William Goodwin Júnior.


Bruno Guimarães Martins vai falar sobre uma personalidade histórica: o carioca Paula Brito (1809-1861). Negro, tipógrafo, poeta e dramaturgo, ele foi o primeiro a levar o tema racial para a política, inclusive por meio dos jornais O homem de cor e O mulato, com discurso abertamente abolicionista. Foi também o primeiro a editar Machado de Assis, aprendiz de tipógrafo nas oficinas dele.

NOA NOA O poeta Cleber Teixeira (1936-2013), da editora Noa Noa, vai ganhar homenagem. Ele fez edição tipográfica de textos de Mallarmé, Cummings, Afonso Ávila e Augusto de Campos. “Cleber dizia que, selecionando tipos para as impressões, tinha contato mais íntimo com os escritores”, conclui Utsch.

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