'O canto de Gregório', peça do grupo Magiluth, entra em cartaz na Funarte

Pernambucanos apresentam espetáculo de quinta a domingo

por Carolina Braga 27/11/2014 09:00

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

RECOMENDAR PARA:

INFORMAÇÕES PESSOAIS:

CORREÇÃO:

Preencha todos os campos.
Maurício Cuca/Divulgação
(foto: Maurício Cuca/Divulgação)
Contemporâneos de vários grupos de teatro de Belo Horizonte, todas as vezes que os pernambucanos do Magiluth vêm a BH a sensação é de conforto. É nesse clima que apresentam desta quinta até domingo, na Funarte MG, 'O canto de Gregório' (2011), a única peça da trilogia “Dos seres humanos tentativos” que ainda não havia passado pela cidade. A última vez que a companhia esteve aqui foi com o clássico de Nelson Rodrigues 'Viúva, porém honesta'.

Composta também por 'O torto' (2010) e 'Aquilo que meu olhar guardou para você' (2012), a série de espetáculos foi criada em momentos de ressignificações importantes para a companhia, fundada no Recife, em 2004. Foi quando passaram a ter projeção nacional e, paralelamente, conquistavam espaço na cena alternativa de Pernambuco. A inauguração da sede própria fez parte desse período, assim como acertos na cena. “Apontamos esteticamente para novas possibilidades que reverberam em nosso trabalho”, sintetiza o ator e diretor Pedro Vilela.

'O canto para Gregório' propõe uma compreensão do homem por um viés extremamente racional. A dramaturgia é de Paulo Santoro. “O texto é cheio de filosofia, reflexões, antagonismos de pensamentos. O personagem título tenta compreender o estar no mundo a partir de uma racionalidade”, comenta o diretor. Estão no elenco Giordano Castro, Erivaldo Oliveira, Lucas Torres e Pedro Wagner.

Questionar o homem e seu entorno faz parte dos objetivos da peça. Também é característica do teatro feito pelo Magiluth direcionar provocações a quem o assiste. “O espectador não terá papel passivo diante das nossas obras. Esperamos que ele seja atuante, até mesmo para fechar as lacunas dramatúrgicas que o texto impõe”, diz Pedro.

O diretor do Magiluth, Pedro Vilela, diz que eles têm um carinho muito grande por Belo Horizonte, “cidade que é sempre presente no pensamento de teatro de grupo. Tem desde o Galpão, que é referência tanto esteticamente como em termos gerenciais, e também uma safra muito potente de grupos que acabaram sendo muito parceiros.”

O CANTO DE GREGÓRIO
De quinta a sábado, às 20h; domingo, às 19h. Funarte MG, Rua Januária, 68, Floresta, (31) 3214-3258. Ingressos: R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia).

VEM AÍ
O ano de 2015 será intenso para o Magiluth. “Ficamos dois anos sem montar nada e, agora, por conjunturas e editais, teremos três criações”, conta Pedro. A primeira montagem, com estreia prevista para o primeiro semestre, tem o título provisório de O ano em que sonhamos perigosamente, inspira-se no trabalho do escritor Slavoj Zizek e fala sobre a sociedade brasileira contemporânea. Para o segundo semestre estão previstas uma peça em parceria com o grupo português Mala Voadora e também Fogo no altar, peça que discutirá a presença das igrejas neopentecostais do Brasil.

VÍDEOS RECOMENDADOS

MAIS SOBRE E-MAIS