Temporada da ópera 'Rigoletto' estreia neste sábado

Montagem ficará em cartaz este mês no Grande Teatro do Palácio das Artes

por Ana Clara Brant 17/10/2014 07:30

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Netun Lima/Divulgação
(foto: Netun Lima/Divulgação)
Uma das óperas mais populares de Giuseppe Verdi (1813-1901) estreia amanhã no Grande Teatro do Palácio das Artes com toda a pompa e circunstância. 'Rigoletto', que será encenada seis vezes até o dia 29, foi inspirada na peça 'Le Roi s’amuse', escrita em 1832 pelo dramaturgo e poeta francês Victor Hugo. Assim como a versão original, a nova montagem da Fundação Clóvis Salgado é uma história de corrupção política e moral em que todos são vilões e sentem na pele o resultado amargo de suas transgressões.


No palco, solistas, a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia. de Dança Sesiminas vão encenar a história em que três personagens dominam a cena: o corcunda e bobo da corte Rigoletto, o aristocrata galanteador duque de Mântua e a filha do protagonista, Gilda, apaixonada pelo duque. Uma trágica maldição lançada pelo conde Monterone sobre Rigoletto é o pano de fundo da história. O enredo trata das escapadas amorosas do duque de Mântua, com a cumplicidade de Rigoletto, seu bufão que, pelo espírito irônico e falta de escrúpulos, atrai inimigos na corte. Em uma trama de intrigas, Gilda é raptada e, por fim, acaba sendo apunhalada no lugar do duque.

“Rigoletto está entre as 10 produções operísticas mais conhecidas de todos os tempos. Estamos ensaiando desde o fim de setembro e tivemos um tempo confortável para nos preparar. Isso vai se refletir no palco a partir de amanhã”, celebra o diretor musical e regente titular da Orquestra Sinfônica, Marcelo Ramos.

No papel-título está o barítono italiano Devid Cecconi, único estrangeiro da montagem, e também Rodolfo Giuglianino (SP); os tenores Giovanni Tristacci (SP) e Jean Nardoto (DF) interpretam o duque de Mântua e as sopranos Gabriella Pace (SP) e Lina Mendes (RJ) dividem o papel de Gilda. Sem falar nos cantores líricos mineiros Eduardo Sant’Anna, que faz o conde Monterone; Aline Lobão, na pele da condessa Ceprano, e Carolina Rennó, que vive Giovanna.

'Rigoletto', que tem direção cênica de André Heller-Lopes, em sua terceira parceria com o Palácio das Artes, tem caráter de superprodução e um dos pontos que mais tem chamado a atenção do maestro Marcelo Ramos e que deve também encantar a plateia é a iluminação. “Tudo está em perfeito equilíbrio, como a orquestra, os cantores, o cenário, o figurino, mas esta semana, quando começaram os ensaios gerais, fiquei impressionado com os efeitos da luz. Tudo aquilo só faz sentido com a iluminação e é surreal como a luz pode transformar completamente toda uma atmosfera. Acredito que esta será uma das grandes surpresas do espetáculo”, enfatiza o regente. A iluminação está a cargo de Fábio Retti, enquanto a cenografia é de Renato Theobaldo e os figurinos da argentina Sofia di Nunzio.

Rigoletto, ópera de Guiseppe Verdi
Montagem com solistas e com a Orquestra Sinfônica de Minas Gerais, o Coral Lírico de Minas Gerais e a Cia. de Dança Sesiminas. Sábado e domingo e nos dias 21, 25, 26 e 29. Domingos, às 19h, e nos demais dias da semana, às 21h. Grande Teatro do Palácio das Artes, Av. Afonso Pena, 1.537, Centro. Duração: 2h30, com dois intervalos de 20 minutos. Classificação: 10 anos. Ingressos: amanhã, domingo e nos dias 21, 25, 26 e 29: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia). Preço promocional para os setores K, L, M e N da plateia superior: R$50. Informações: (31) 3236-7400 e www.fcs.mg.gov.br.

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