Fotógrafo americano cria imagens psicodélicas em um tanque d'água

Kim Keever tem o brasileiro Sebastião Salgado como uma referência

13/10/2014 08:53

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Kim Keever/Divulgação
Artista usa técnica que mistura água e tinta para criar formas para suas ftografias (foto: Kim Keever/Divulgação)
O artista americano Kim Keever segue o lema de que, na vida ou na arte, é preciso improvisar com o que se tem. Com base nesta filosofia, elaborou uma forma diferente de pintar e de fotografar aquarelas: em sua casa, enche um tanque de 200 litros de água e, delicadamente, lança tinta sobre ele. Armazenadas em embalagens reutilizadas de detergente líquido, as cores se misturam e o resultado é uma pintura etérea, que se assemelha a arte abstrata. O projeto foi batizado por ele como 'Liquid Magic'.

Em entrevista ao Correio Braziliense, Kim Keever afirmou que não se considera necessariamente um pintor, nem somente um fotógrafo, mas um homem curioso e disposto a realizar experimentos e intervenções. Ex-engenheiro da Nasa, Kim demorou até se dedicar a arte por completo.

“Você só tem uma vida se a viver por completo. Por isso, decidi largar tudo e me dedicar a fotografia”, afirma.
Para ele, o pintor espanhol Pablo Picasso é fonte inesgotável de inspiração. “O considero um dos artistas mais incríveis que já existiram. Sua criatividade e a quantidade de trabalhos que produziu o torna inigualável”, afirma. Entre os artistas brasileiros, um nome logo vem à mente como referência: Sebastião Salgado. “A qualidade de suas fotografias em preto e branco é sensacional”, elogia Kim.

Entrevista

Como descreve o projeto 'Liquid Magic'?

Começou de maneira despretensiosa. Estava observando como as cores de tatuagens se comportavam na água e via o que acontecia. Comecei a fazer experimentos e tentar, de maneira aleatória, entender como a cor reage ao líquido, e vice-versa. Para minha surpresa, as possibilidades são infinitas, e passei a fotografá-las.

Quais as maiores dificuldades que passou ao deixar o trabalho na Nasa para se dedicar à fotografia?

Acho que não deixar que as coisas tenham fim, ter esta luta diariamente, é a maior dificuldade. Não é um problema agora, mas por muito tempo, tive que fazer parte de um time, ter um emprego, mesmo sabendo que queria sair dali, porque precisava de dinheiro para comprar materiais e produzir as fotos. Saí de um mestrado em engenharia para continuar com o Liquid Magic. Estes foram alguns momentos difíceis, mas que ajudaram a me moldar como homem e artista.

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