Mineira Denise Rochael encara o desafio de escrever e ilustrar suas próprias obras

Artista formada na UFMG mergulha na história em coleção literária

por Carlos Herculano Lopes 11/10/2014 09:00

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Beto Magalhães/EM/D.A Press
A artista mineira Denise Rochael (foto: Beto Magalhães/EM/D.A Press)

De uma geração de ilustradores mineiros que se tornou conhecida em todo o país, como Marilda Castanha, Nelson Cruz, Lélis, Angela Lago, Cláudio Martins e Marcelo Xavier, Denise Rochael, de uns tempos para cá, também vem escrevendo as histórias que ilustra.


Da sua produção mais recente, lançada pela Editora Cortez e direcionada ao público infantojuvenil, destaque para os livros 'Entre o céu e o inferno', inspirado em histórias da Idade Média; 'Uma cor entre a luz e a sombra', ambientada na Itália do século 15; 'Testemunha calada', sobre a arte na pré-história; 'Uma arte para sempre', sobre o Egito antigo; e 'Deuses de pedra', sobre a Grécia. “Não vejo a hora de trabalhar também a arte moderna, com seus artistas e obras apaixonantes”, diz Denise.

Nascida em Ibiá e formada em belas-artes pela UFMG, ela conta que o projeto de criar a coleção surgiu por acaso, quando teve, por questões profissionais, que realizar pesquisas sobre o Renascimento. Como se apaixonou pelo tema, veio a ideia de também escrever a respeito, que ilustrou em seguida.

Depois de pronto o primeiro livro, Denise resolveu mostrá-lo para Amir Piedade, da Cortez, que topou publicá-lo. “Estava aberta a porta e vou agradecê-lo para sempre por ter acreditado e apostado nesse trabalho, que tem me trazido muita alegria”, diz a escritora.

Com uma produção intensa – atualmente trabalhando no texto 'Castelo de areia', de Pedro Proteti, para a Editora Abacatte –, a escritora, que vive em Belo Horizonte, lembra que o primeiro livro ilustrado por ela foi 'Bem te verde', de Santuza Abras, publicado em 1986. Já perdeu a conta dos livros que ilustrou, de vários autores, além das próprias obras.

Confessa ainda que ilustrar e editar um livro não é tarefa fácil. “Temos que passar por uma fila de análises e aprovações. É preciso ter paciência e acreditar muito no que se pretende. Entre o primeiro texto e a edição do primeiro volume da coleção história e arte, estou trabalhando há mais de seis anos”. E completa: “Minha inspiração está dentro de mim. Sinto falta dela e do ar. Estou sempre criando. Faço a minha lida diária e, fora isso, o meu tempo é todo voltado para a arte”.

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