Projeto sobre a liberdade de imprensa ganha prêmio internacional na categoria destinada à cultura

Monumento de Gustavo Penna foi criado para o eixo monumental de Brasília

por Mariana Peixoto 11/10/2014 09:00

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Escritório Gustavo Penna/Divulgação
Imagem do Monumento à Liberdade de Imprensa - premiado em Cingapura (foto: Escritório Gustavo Penna/Divulgação)

Muitas áreas da criação costumam ter o seus próprios Oscars. Para a arquitetura, a premiação internacional do gênero é a World Architecture Festival Award, realizada anualmente desde 2008. A edição de 2014, realizada em Cingapura, teve pela primeira vez um mineiro entre os vencedores. O escritório Gustavo Penna Arquiteto & Associados venceu este ano na categoria Cultura (projetos futuros) pelo projeto do Monumento à Liberdade de Imprensa, idealizado para o eixo monumental de Brasília.


O projeto da obra em vidro terá 7 mil metros de área construída, ocupando uma área de 42 mil metros entre o Museu do Índio e o Memorial JK. “Para mim, a liberdade de imprensa é de vidro, porque ela pode ser quebrada. Por outro lado, a forma também dá visibilidade, tridimensionalidade ao que temos como ideia de liberdade, algo em que não se consegue tocar. A intenção é tornar visível o ideal da liberdade”, afirma Penna, que já esteve entre os finalistas em outras edições do WAF.

 O projeto do monumento tem dois tempos. Um deles é sólido, colado ao chão – “já que a imprensa não vive sem o fato” – e o outro tem uma elevação – “que é o da interpretação e da opinião, visando os grandes ideais e lutas seja para a transformação do país e da sociedade através do exercício cotidiano do jornalismo.”

O projeto, na realidade, está prestes a completar 20 anos. “É um sonho de muitos anos”, acrescenta o arquiteto, que ao longo de quase duas décadas modificou a obra original. “Agregamos toda a tecnologia disponível no mundo contemporâneo. Na última versão, mantém-se a forma, mas a parte interna foi redesenhada.” Para o interior do monumento estão previstos, por exemplo, edição fac-similar do primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense que, contrário à coroa portuguesa, foi produzido clandestinamente em Londres. “O espaço vai ser um ponto também para discussões e embates públicos”, acrescenta Penna.

MAIS BRASIL
Além do escritório mineiro, outra firma brasileira, a AMZ Arquitetos, foi uma das finalistas nessa mesma categoria (foram avaliados dez trabalhos) com o projeto da Capela na Usina de Açúcar, em Itapira, no interior de São Paulo. Ao todo, 288 obras de todo o planeta concorreram aos prêmios. O escritório vietnamita de arquitetos Vo Trang Nghia Architects foi o principal premiado, com três categorias: Educação (projetos futuros), Hotelaria e Lazer (edifícios concluídos) e Casa (edifícios concluídos).

 

 

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