Chega a BH no próximo fim de semana o espetáculo Universo Casuo

História de um palhaço que vive num mundo paralelo e retorna à Terra na tentativa de colorir o planeta desbotado

por Ana Clara Brant 13/09/2014 16:52

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Ronnie Stein/Divulgação
O paulistano Marcos Casuo, que deixou o Cirque du Soleil para criar sua própria companhia, defende mais atenção ao circo no Brasil (foto: Ronnie Stein/Divulgação)
Em 2008, depois de passar oito anos brilhando pelo mundo nos picadeiros do Cirque du Soleil, principalmente no espetáculo Alegria, o artista paulistano Marcos Casuo resolveu voltar ao Brasil e realizar um grande sonho: montar sua própria companhia. Na época, foi tachado de louco, pois sua intenção era criar no país de origem algo nos padrões do grupo canadense do qual fez parte durante tanto tempo. “Muita gente ficava me perguntando: ‘você acha que vai funcionar?’. No começo foi bem complicado realmente, depois deu certo e o melhor de tudo é que não precisei importar ninguém”, revela Casuo, que acumula as funções de empresário, empreendedor e palhaço.

No próximo fim de semana, ele traz Universo Casuo ao Cine Theatro Brasil, em Belo Horizonte, onde tem família. “Meus parentes e amigos estão todos alvoroçados”, brinca. A mãe do artista nasceu na capital mineira, onde ele passou férias várias vezes. Sua ligação com o estado não para por aí. Casuo é casado com a atriz e bailarina Larissa Menezes, de Uberlândia.

A superprodução – que tem promoção cultural do Estado de Minas, TV Alterosa, Rádio Guarani e Portal Uai – mostra a história do Universo Casuo, contada por meio do gramelô, língua oficial do planeta multicolorido, um lugar diferente, onde tudo é possível. Nele, o personagem denominado Clown percebe que a Terra, o Planeta Azul, o qual, antigamente esbanjava cores, hoje está desbotada. O palhaço resolve atravessar o portal e entrar no nosso mundo para trazer de volta os sonhos, as fantasias e, assim, torná-lo novamente colorido. “O público sai boquiaberto e se teletransporta para o nosso universo paralelo. Queria mostrar que é possível fazer um espetáculo tão grandioso e bonito quanto os das principais companhias circenses do mundo. O nosso não deixa a desejar a nenhuma montagem do Cirque du Soleil. A trilha é maravilhosa, as performances surpreendentes e tem mensagem muito bonita e motivadora. Faz com que as pessoas revejam seus conceitos”, garante.

Outro olhar Acostumado a fazer muitos shows corporativos e com 23 anos de carreira, Marcos Casuo acredita que o circo no Brasil ainda é tratado de maneira muito tradicional e que é preciso entender que as coisas evoluíram. “Há 40, 50 anos, o que havia de entretenimento por aqui era o circo e o cinema, mas tudo mudou e a maior parte dos picadeiros brasileiros não conseguiu seguir a nova tendência em tecnologia e coreografia, apesar de haver no país companhias muito interessantes. O circo está perdendo espaço para outras coisas e não podemos permitir isso”, afirma.

O palhaço e empreendedor revela que, no Canadá e outros países do hemisfério norte há valorização muito grande das empresas circenses e que, inclusive, há verba destinada a elas. Casuo defende que no Brasil deveria ocorrer o mesmo, porque o circo merece olhar diferenciado. “No caso da minha empresa, por exemplo, não dependemos tanto de terceiros, de leis de incentivos. É preciso valorizar mais os artistas, treiná-los exaustivamente. Meu elenco e produção são inteiramente nacionais, mas a grande maioria fez workhops e cursos no exterior. O circo é o lugar onde as pessoas sonham de olhos abertos e é por isso que não podemos deixar nunca essa arte morrer”, conclui.

UNIVERSO CASUO

Dias 20 (às 21h) e 21 (às 20h). Cine Theatro Brasil Vallourec, Praça Sete, Centro. Ingressos :1º lote/antecipado: R$ 200 (inteira) e R$ 100 (meia-entrada). À venda na bilheteria do teatro e pelo site www.ingresso.com

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